
Venceu o prazo para que as famílias acampadas à beira da estrada das Contendas desocupem a área. A afirmação é do procurador jurídico da prefeitura, Rodrigo Malaman. De acordo com ele, o prazo da liminar teria vencido no último final de semana.
“A juíza determinou que todas as pessoas fossem intimadas e qualificadas. Foram constatadas 44 famílias e apenas uma delas não quis fornecer seus dados ao oficial de justiça. Dessa forma, diante da não desocupação voluntária, a justiça já definiu de ofício que as pessoas fossem retiradas e fosse feita a reintegração forçada. Provavelmente esse fato será certificado nos autos e com isso a polícia militar será acionada e os demais órgãos competentes para que seja promovida a reintegração de posse dessa área”, explicou Malaman.
Um dos coordenadores do acampamento, Erildo Daniel Vieira, afirmou que os acampados não têm informações sobre a reintegração de posse, uma vez que quando a liminar foi entregue, as famílias solicitaram à superintendência do INCRA que viabilizasse junto à administração municipal um prazo de mais 30 dias que permanecerem no local.
“Nossa situação continua do mesmo jeito, o prefeito disse que iria tirar a gente daqui, a liminar já venceu e a gente não tem nenhuma posição, também continuamos sem água e sem sinalização aqui”, disse.
“Vamos continuar aqui com certeza, se ele pedir para a gente sair, nós vamos para dentro da cidade, porque lá nós temos terras da União Federal, e aí será pior para o prefeito, que de todo jeito terá que ajudar a gente. Aqui o prefeito não quer nos ajudar em nada, mas dentro da cidade ele tem que ajudar”, completou o integrante do acampamento.
ENTENDA O CASO
Desde o dia 18 de abril, as famílias estão acampadas às margens da estrada das Contendas aguardando definição do INCRA para ocupar uma área de 1.278 hectares na fazenda Santa Avóia. Segundo integrantes de uma comissão que cuida dos interesses do acampamento Zumira Gonçalves, a área está decretada como improdutiva e o Incra deveria resolver trâmites da situação para que as famílias pudessem ocupar a propriedade.
Uma liminar da prefeitura pedindo a reintegração de posse que foi expedida no final do mês de maio, os acampados solicitaram um prazo de mais 30 dias para permanecerem no local. O coordenador do movimento, Francisco das Chagas, conhecido popularmente como “Piauí”, afirmou que mesmo após a liminar as famílias continuavam firmes no seu propósito.
“Embora a justiça tenha mandado liminar para a reintegração de posse, as famílias continuam firmes, sem desanimar, acreditando no sonho de ser beneficiado com o projeto de reforma agrária”, afirmou “Piauí”.
Fonte: www.odiarioonline.com.br



