![joaquim-15-11-13[1]](https://i2.wp.com/visaoregional.com.br/wp-content/uploads/2014/01/joaquim-15-11-131.jpg)
As testemunhas do caso Joaquim que não moram em Ribeirão Preto já estão com depoimentos marcados pela Justiça, através de carta precatória. De acordo com o promotor Marcus Tulio Nicolino, que atua no caso, as convocações foram expedidas pela Justiça e os depoimentos já estão sendo colhidos nas cidades onde as testemunhas residem.
Em novembro do ano passado, aos 3 anos, Joaquim foi morto e teve seu corpo jogado no rio. O padrasto do menino, Guilherme Raymo Longo, e a mãe, Natália Ponte, são acusados pelo crime. Guilherme, que é acusado de ter matado a criança, está preso e Natália, acusada de coautoria no crime, aguarda julgamento em liberdade.
De acordo com o promotor, mais de 25 testemunhas, arroladas pela defesa e acusação, deverão prestar depoimento durante o processo. Ele confirmou que a primeira audiência do caso em Ribeirão Preto deve ser realizada em junho. “A data ainda está sendo agendada, mas com certeza será neste mês”, afirmou.
A previsão inicial era de que a primeira audiência fosse realizada no mês passado, mas a data não foi marcada. A digitalização do processo e o fato de Guilherme estar preso em outra cidade – Complexo Penitenciária de Tremembé – dificultam o andamento do processo, de acordo com advogados e promotor.
Uma das testemunhas da acusação mora em Goiás e deverá ser ouvida naquele Estado. O A Cidade apurou que trata-se de um homem que relata ter sido agredido por Guilherme, há cerca de quatro anos. Nessa época, a testemunha morava em Ribeirão Preto e fazia curso de aviação com Guilherme. Os dois se desentenderam por uma namorada e o homem relata que Guilherme invadiu sua casa no meio da noite e tentou sufocá-lo.
Entre as demais testemunhas que prestarão depoimento estão amigos e familiares dos acusados, policiais e delegados que atuaram no caso, entre outras pessoas que conviviam com a família.
Como Natália mora em São Joaquim da Barra, o promotor acredita que alguns depoimentos deverão ser colhidos por lá.
Advogado de Guilherme pede habeas corpus
A defesa de Guilherme Raymo Longo entrou nesta segunda-feira (9) com novo pedido de habeas corpus na Justiça. O advogado Antônio Carlos de Oliveira alega demora no andamento do processo.
Legalmente, em caso de réus presos, as audiências do processo devem ser realizadas em até 90 dias da denúncia. Já se passaram sete meses da morte de Joaquim.
“Eu pedi relaxamento da prisão pelo excesso de prazo. A lei do processo penal fala em 90 dias e, até agora, não tivemos andamento”, disse o advogado.
Ele espera que seu pedido faça o processo andar. “É por isso que estou entrando com esse pedido”. Guilherme já teve pelo menos outros dois pedidos de habeas corpus negados pela Justiça.

do Jornal A Cidade



