
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) confirmou nesta sexta-feira (11) que apura eventual responsabilidade do empresário Eike Batista sobre uso de informação privilegiada e por prática de manipulação de preços enquanto presidente do Conselho de Administração da Óleo e Gás, ex-OGX.
Eike é investigado em seis dos nove processos referentes ao grupo EBX em andamento na autarquia. Além da OGX, uma eventual responsabilidade do empresário em caso de informação privilegiada na OSX Brasil também é examinada, disse a CVM em comunicado
Outros processos que além de Eike também envolvem executivos das empresas do grupo — LLX Logística (atual Prumo Logística), CCX Carvão da Colômbia, MPX Energia (hoje Eneva), além da OGX —, referem-se à publicação de fatos relevantes ou informações adicionais referentes a estes documentos.
A autarquia não divulgou mais detalhes destes processos.
A petroleira, que foi a principal empresa do grupo EBX do empresário, entrou com pedido de recuperação judicial em outubro do ano passado, junto com a OSX, na sequência de uma aguda crise iniciada com a declaração da inviabilidade econômica dos campos de Tubarão Azul, Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, em julho.
No ano passado, a CVM informou que as apurações referentes ao empresário incluíam o comunicado no qual a OGX anunciou que tinha firmado com o seu controlador uma opção de venda de até R$ 1 bilhão, operação anunciada em fato relevante de 24 de outubro de 2012.
Por Reuters



