
O HammerFall está de volta com “(r)Evolution”, o nono álbum de estúdio da banda que já tem mais de duas décadas de carreira e 17 anos desde lançamento do clássico primeiro disco, “Glory to the Brave”. O novo trabalho não traz nenhuma evolução, muito menos revolução em relação à sonoridade da banda. E, afinal, isso é ótimo.
Pelas próprias características do estilo praticado pelo HammerFall, há sempre em seus discos aquela sensação de que “já ouvi isso antes”. Mesmo não sendo músico, você consegue quase adivinhar o desfecho de um riff ou onde o tom sobe ou desce.
Talvez você possa achar que isso tudo deixa o som muito previsível e, por isso, desinteressante. Mas é essa simplicidade dos arranjos e os riffs marcantes que deram ao grupo uma legião de fãs em todo o mundo. Isso continua presente nas 11 faixas de “(r)Evolution”. Porém, isso não significa que este seja um disco excelente como “Legacy of Kings”.
“Hector’s Hymn” é uma homenagem ao mascote da banda que está de volta à capa do CD, mais uma vez desenhada pelo artista responsável pelas ilustrações dos primeiros discos, Andreas Marschall. A faixa é uma das mais rápidas do disco, remetendo ao início da discografia do grupo. O refrão cheio de vozes ao fundo também está presente, ainda que não seja daquelas para todo mundo cantar junto. Pelo menos não a letra, mas entre os solos de guitarra ela é cheia de “ôôôôôs”, então a animação do show está garantida.
A faixa-título chama a atenção logo no começo pela interpretação de Joacim Cans, que é cheia de emoção. As guitarras dobradas no solo trazem à tona as fortes influências do metal clássico dos anos 80. “Bushido” continua com os bons momentos do álbum, ainda que não tenha um destaque particular.
Logo no início “Ex Inferis” me lembrou algo entre Scorpions e Judas Priest e foi a música que mais me chamou a atenção no álbum. Riffs abafados, cadenciada, e com mais uma interpretação de destaque de Cans.
Como já é de praxe nos discos do HammerFall, em “(r)Evolution” também temos uma balada, “Winter is Coming”. O problema é que esta é uma canção que não chega a empolgar e passe longe da magnitude e beleza de “The Fallen One”, “Remember Yesterday” ou “Always Will Be”.
“Origins” traz de volta a pegada rápida e dá novo brilho ao disco, assim como “Tainted Metal”, com ótimos riffs de guitarras.
Como disse no início, o novo disco do HammerFall não traz nada de novo, nem figura entre os melhores trabalhos da banda, mas é um disco que traz o som com que os fãs estão acostumados e esperam do grupo, portanto, devem gostar.
01. Hector’s Hymn
02. (r)Evolution
03. Bushido
04. Live Life Loud
05. Ex Inferis
06. We Won’t Back Down
07. Winter is Coming
08. Origins
09. Tainted Metal
10. Evil Incarnate
11. Wildfire
Fonte: Território da Música



