
transferir corpo da filha enterrada como indigente
(Foto: Márcio Meireles/EPTV)
Descobrir que a filha caçula foi brutalmente assassinada pelo namorado é apenas parte do drama vivido pela aposentada Vera Lúcia Rocha no último mês. Sem condições financeiras, Vera tenta encontrar uma solução para pagar a transferência do corpo da filha para Franca (SP) – a jovem está enterrada como indigente em Ituiutaba (MG), onde vivia com o companheiro. “É uma dor que não tem tamanho.”
Rufina Cátia Rezende, de 26 anos, mudou-se de Franca para Minas Gerais em fevereiro do ano passado, após conhecer o namorado em Goiás, durante uma viagem. Mesmo longe da família, a jovem ligava semanalmente para a mãe. Em setembro, no entanto, as ligações deixaram de acontecer.
“Eu choro todo dia, toda hora. Eu não consigo imaginar o que aconteceu. Pensar que minha filha foi criada com tanto amor e morreu assim. Eu sou pobre, sempre trabalhei em dois hospitais para dar de tudo para meus filhos”, disse a aposentada.
Como Rufina estava sem documentos pessoais, acabou enterrada como indigente em uma vala comum no Cemitério Municipal deItuiutaba. Os amigos mais próximos não tinham o contato da família, que não foi comunicada. Agora, a exumação e o transporte do corpo da jovem para Franca custa cerca de R$ 5 mil, quantia que Vera diz não ter como conseguir.
Com a ajuda de um advogado, a aposentada entrou em contato com a Prefeitura de Ituiutaba, que abriu um processo administrativo para avaliar a possibilidade de solucionar a questão sem a necessidade do pagamento dos encargos. Para Vera, essa pode ser a última esperança de conseguir se despedir da filha. “Vou ficar em paz só quando eu conseguir enterrar o corpo dela com dignidade.”
Do G1 Ribeirão e Franca



