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Entrevista com a Banda Red Fever

22/06/2014
em Sem categoria
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220614_Red_Fever

Red Fever é uma Banda de Rock N’ Roll de Ribeirão Preto, formada em 2011, que acaba de lançar  o EP “Live…And No Jive” e que se apresentará no Festival de Bandas em São Joaquim da Barra.

Confira a entrevista exclusiva da Banda Red Fever ao Locomotiva do Som.

LS: Como surgiu a banda e por que o nome DA BANDA?

(Ian) Eu conheci Paul em 2011, ao entrar numa banda da qual ele fazia parte, logo eu saí. Meses depois liguei pra ele e sugeri que tentássemos montar outra banda, e foi aí que Red Fever começou a tomar forma. E quanto ao nome da banda, quando o contatei após o término da primeira banda, escolhemos que o nome dessa nova banda seria “Fever”, então tivemos a idéia de complementá-lo com outra palavra antes e achamos “Red”.

LS: Como foi a evolução da banda até chegar na formação atual ?

(Paul) Os primeiros anos, acho que funcionaram como um filtro de interesses e serviram para testar até onde ia  a disposição de cada integrante que passava pela banda. Tivemos pessoas que encaravam como um passatempo e eram indiferentes em relação as nossas ambições, outras até tentaram encarar da forma que, ao menos eu esperava, mas acho que não tiveram coragem suficiente para correr os riscos que um sonho exige.  A falta de criatividade e interesse em compor dos integrantes que passaram pela banda antes de se solidificar a formação atual, contribuiu também para a banda conseguir se firmar, já que desde o início nossa prioridade era a de ser uma banda autoral.

Até encontrar as pessoas que pensavam como a gente, passamos uma imensa dificuldade, nós sabíamos o que buscávamos em cada um que cruzava o nosso caminho e se interessava na banda e isso fez com que um ano virasse três, até resolvermos, eu e Ian, ir para a capital atrás das pessoas dispostas a assumir essa loucura ao nosso lado e em poucos meses conseguimos o que tentamos durante quase três anos, ser uma banda com pessoas dispostas a deixar uma vida comum de lado e arriscar o que fosse preciso para chegar aonde quer que seja.

LS: Quem compõe as músicas da banda? Qual a inspiração na hora de escrever uma música? Qual ideia tenta passar em suas letras ?

(Ian) Depende, existem canções que foram lírica e melodicamente criadas por um só integrante, e outras onde algum de nós trouxe o riff e outro fez a letra. Eu particularmente sou inspirado pela simplicidade do cotidiano, e pela magia tão óbvia porém muitas vezes nem se quer notada, das atividades corriqueiras. E sobre a “idéia que tentamos passar na letras”…isso é difícil, por que uma vez que o público tem acesso a arte, vaihaver múltipla interpretação, sem dúvida. Boa parte dos ouvintes/leitores não vão absorver a mensagem entendendo a intenção real dela, então é difícil querer passar algo, ou esperar que entendam o que queria dizer.

LS: Como foi o primeiro e qual foi o melhor show da banda até hoje?

(Paul) A banda fez seu primeiro show no dia 29 de maio, depois de tantas dificuldades que passamos ao longo desses últimos anos, só quem viveu o que vivemos vai entender a importância que teve esse show.

LS: Qual foi o momento mais marcante da banda até hoje ?

(Paul) No meu caso, no nosso primeiro show, quando olhei pro meu lado e vi que eu estava dividindo o palco com pessoas que passaram juntas por muitos problemas, pessoas que deixaram pra trás muitas coisas e que se arriscaram nesse caminho, ali pra mim foi o momento mais marcante, o início de tudo.

(Izzy) Sem dúvida foi o processo de gravação do nosso EP, a produção musical e gráfica foi totalmente independente, e na véspera do início das gravações, tivemos o prazer de conhecer e receber diversas dicas do ex-técnico de som do Iron Maiden (que acompanha o Uriah Heep nomomento). Para mim foi esse.

LS: Qual a maior dificuldade para quem tem uma banda hoje em dia?

(Ian) No século passado, a massa era obrigada a ver o que tinha na TV e ouvir o que tinha no rádio se quisessem se manter por dentro de tudo (isso inclui: notícias, o que ou quem estava em alta ao redor do planeta, etc…) e sem contar a mídia impressa, um veículo que também era significativamente popular. Hoje, o meio dominante é sem dúvida a internet, a qual a maioria da população tem acesso, um meio onde o usuário só vê o que quer ver. Ou seja, é quase impossível engajar sua música no circuito de divulgação, forçando todos a escutarem, como foi feito com os maiores sucessos do Séc. XX (através da TV, do rádio e das mídias impressas), sendo que a pessoa pode passar o dia inteiro no próprio perfil em alguma das muitas redes sociais existentes, escolhendo que tipo de novidade ela quer ver.

LS: Muitas bandas estão se destacando através da internet. Qual o peso de sites, blogs  e mídias sociais na hora de tentar a carreira musical nos dias de hoje?

(Ian) Como dito anteriormente, os sites, blogs e mídias sociais são meios fraquíssimos perto da força que a TV e o rádio tinham nas décadas passadas. Hoje você espalha seu material o máximo que pode, e então ele alcança seus 500 amigos virtuais, e os 500 amigos de cada um da banda, você junta um troco pra pagar anúncio nesses meios virtuais, alcança mais umas centenas, e é o máximo que dá pra fazer quando é uma banda independente. E sobre as bandas que estão “se destacando” na internet, pelo que tenho visto, as bandas mais populares na internet são bandas com cerca 200.000 visualizações no YouTube, o que é até um número alto, e a banda tem mérito por isso, mas ainda está longe de alcançar uma parcela considerável do planeta, ou virar uma febre.

(Paul) Sem contar que mídias sociais e afins tornaram mais fácil o ato de fabricar um artista, no facebook, por exemplo é bem fácil uma banda ter 5000 likes na página sem ter ao menos uma música lançada. Pessoas curtem a pagina ás vezes por serem amigos da banda ou amigos de amigos que a própria banda implora pelo like. Nas decadas de 60, 70 e 80 muitas bandas se tornaram mundiais sem a ajuda da internet, algo que temos nos dias de hoje e que, claro, nos oferece a vantagem de poder divulgar um trabalho em diversos países, porém sem um filtro de qualidade que antes era feito pelas gravadoras, onde só fazia sucesso quem era merecedor através do próprio talento e qualidade musical.

LS: Acham que hoje em dia, devido à facilidade de qualquer pessoa criar seu conteúdo e colocar na rede, está mais fácil iniciar carreira musical?

(Ian) Sim! E essa tal inclusão artística é uma ferida. Eu não acho que deveria comprar um lápis e sair desenhando plantas para empresas de construção.

LS: Já sofreram críticas nas redes sociais ? Como lidam com isso ?

(Ian) Sim. Na realidade, não creio que dê pra lidar mal com isso, uma vez que o material foi publicado, estamos expostos a todo tipo de opinião e comentário.

LS: Diante da força das novas mídias, o que acham do espaço que as mídias tradicionais (TV, rádio, mídia impressa) têm dado à música?

(Ian) O espaço que é dado, eu acredito que ainda seja o mesmo, o problema é que a massa não se importa mais com essas mídias tradicionais.

(Shooter) A TV, o rádio e a mídia impressa, assim como qualquer outra empresa, precisam de lucro. Logo eles tentam passar o material que atinja o público e que este material venda. Assim as músicas que costumam tocar na rádio tendem a ser simples, “Impregnantes”. E também existe a questão da dificuldade de se chegar até estas mídias, como já ouvi alguém dizendo: “Tudo que toca mais de 10 vezes na rádio, se torna hit! O problema é quem consegue chegar até a rádio e a TV”.

LS: que acham de programas de TV que buscam talentos musicais e especificamente sobre o Superstar que é pra revelar bandas ?

(Ian) O maior problema desses programas, é que eles se preocupam mais com o alcance e retorno deles mesmos, com a audiência, com a próxima edição e acabam nem dando a devida importância ao artista. Por fim, na maioria das vezes os vencedores acabam tendo a sonoridade, e em alguns casos até a identidade visual, brutalmente modificadas pelos profissionais encarregados que a emissora providencia, e saem de cena surpreendentemente rápido.

LS: Quais os objetivos da banda e os próximos passos para atingi-lo ? (Shows, lançamentos, vídeos, Cd´s, etc)

(Ian) Recentemente terminamos as gravações e a produção do nosso EP “Live…And No Jive”, que será lançado no dia 20/06. Agora estamos montando uma agenda de shows para divulgar esse trabalho.  

LS: Já tocaram em São Joaquim da Barra e qual a expectativa de vocês em tocarem no Festival de Bandas da cidade ?

(Paul) Nunca tocamos, as expectativas são sempre as melhores, cada cidade que passarmos vai ser uma história pra contar, uma experiência diferente e um show de rock como deve ser feito.

(Shooter) Já toquei em algumas bandas em Ribeirão Preto – SP e em Uberaba – MG, mas nunca tive a oportunidade de participar de um evento em São Joaquim da Barra, acredito que seria uma momento único e memorável, como  todo grande show.

LS: Obrigado pela entrevista e, deixem um recado para os fãs e leitores do Locomotiva do Som.

(Ian) Como já dito, o EP “Live…And No Jive” será lançado no dia 20/06, e o único meio de encomenda é através da página no Facebook (www.facebook.com/redfever33) por mensagem inbox. Temos os 2 singles do EP, com letra, no YouTube, e disponíveis para download no SoundCloud (www.youtube.com/redfever33 e www.soundcloud.com/red-fever). E vou aproveitar a deixa para agradecer em nome de todos da banda, aos que tem nos apoiado e ajudado a fazer isso acontecer, somos indescritivelmente gratos a vocês. Até mais!

Integrantes:

NOME: Jane Hazzle

IDADE: 18

CIDADE EM QUE NASCEU: Florianópolis – SC

INSTRUMENTO: Voz

QUANDO COMEÇOU A TOCAR: Aos 17

NOME: Cod Shooter

IDADE: 23

CIDADE EM QUE NASCEU: Ribeirão Preto – SP

INSTRUMENTO: Guitarra

QUANDO COMEÇOU A TOCAR: Aos 10

NOME: Paul Gambler

IDADE: 25

CIDADE EM QUE NASCEU: Franca – SP

INSTRUMENTO: Guitarra

QUANDO COMEÇOU A TOCAR: Aos 14

NOME: Ian Carroll

IDADE: 19

CIDADE EM QUE NASCEU: Ribeirão Preto – SP

INSTRUMENTO: Baixo

QUANDO COMEÇOU A TOCAR: Aos 14

NOME: Izzy Rother

IDADE: 20

CIDADE EM QUE NASCEU: São Paulo – SP

INSTRUMENTO: Bateria

QUANDO COMEÇOU A TOCAR: Aos 11

https://www.youtube.com/watch?v=a2kcylGNcSk

Tags: Entrevistas

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