domingo, 4 de outubro de 2026
Visão Regional
  • CIDADES
    • SÃO JOAQUIM DA BARRA
    • MAIS CIDADES
      • IPUÃ
      • ITUVERAVA
      • NUPORANGA
      • SÃO JOSÉ DA BELA VISTA
      • SALES OLIVEIRA
      • OUTRAS CIDADES
    • FRANCA
    • BATATAIS
    • GUARÁ
    • GUAÍRA
    • MORRO AGUDO
    • ORLÂNDIA
    • RIBEIRÃO PRETO
  • COLUNISTAS
    • CARLOS TOLOI
    • ESPAÇO DO CORPO
    • PRISCILA LIPORACCE
    • SEGATTO – ODONTOLOGIA E FISIOTERAPIA
    • VANESCA CONTIN GARCIA
  • FOTOS
  • NOTÍCIAS
    • GERAL
      • BRASIL
      • MUNDO
      • EDUCAÇÃO
      • CIÊNCIA E SAÚDE
      • ESPORTE
        • BASQUETE
        • CORRIDA DE RUA
        • CICLISMO
        • FUTEBOL
        • FUTSAL
        • MAIS ESPORTES
      • TECNOLOGIA
      • ESPECIAIS
      • DICAS
      • VEÍCULOS
    • ENTRETENIMENTO
      • CURIOSIDADES
      • CINEMA
      • IMAGENS
      • MÚSICA
      • FAMOSOS
      • TELEVISÃO
    • SOCIEDADE
      • COMPORTAMENTO
      • MODA E BELEZA
      • RECEITAS
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • TURISMO E VIAGEM
  • EMPREGOS
    • CONCURSOS
    • OPORTUNIDADES
    • QUALIFICAÇÃO
Nada encontrado
Ver todos resultados
  • CIDADES
    • SÃO JOAQUIM DA BARRA
    • MAIS CIDADES
      • IPUÃ
      • ITUVERAVA
      • NUPORANGA
      • SÃO JOSÉ DA BELA VISTA
      • SALES OLIVEIRA
      • OUTRAS CIDADES
    • FRANCA
    • BATATAIS
    • GUARÁ
    • GUAÍRA
    • MORRO AGUDO
    • ORLÂNDIA
    • RIBEIRÃO PRETO
  • COLUNISTAS
    • CARLOS TOLOI
    • ESPAÇO DO CORPO
    • PRISCILA LIPORACCE
    • SEGATTO – ODONTOLOGIA E FISIOTERAPIA
    • VANESCA CONTIN GARCIA
  • FOTOS
  • NOTÍCIAS
    • GERAL
      • BRASIL
      • MUNDO
      • EDUCAÇÃO
      • CIÊNCIA E SAÚDE
      • ESPORTE
        • BASQUETE
        • CORRIDA DE RUA
        • CICLISMO
        • FUTEBOL
        • FUTSAL
        • MAIS ESPORTES
      • TECNOLOGIA
      • ESPECIAIS
      • DICAS
      • VEÍCULOS
    • ENTRETENIMENTO
      • CURIOSIDADES
      • CINEMA
      • IMAGENS
      • MÚSICA
      • FAMOSOS
      • TELEVISÃO
    • SOCIEDADE
      • COMPORTAMENTO
      • MODA E BELEZA
      • RECEITAS
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • TURISMO E VIAGEM
  • EMPREGOS
    • CONCURSOS
    • OPORTUNIDADES
    • QUALIFICAÇÃO
Nada encontrado
Ver todos resultados
Visão Regional
Nada encontrado
Ver todos resultados

Dez escolas públicas mostram como obter bons resultados em matemática

05/12/2013
em Educação
Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsApp
Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas em 2013 (Foto: Weber Sian/Jornal A Cidade)
Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas em 2013 (Foto: Weber Sian/Jornal A Cidade)

Levantamento do Movimento Todos pela Educação, feito com exclusividade para o G1, após divulgação do resultado do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2012, aponta que controlar de perto a lição de casa, oferecer aulas de reforço, incentivar e estimular os professores e aproveitar as parcerias com o governo são algumas das medidas adotadas por dez escolas públicas brasileiras consideradas “bons exemplos” no ensino de matemática.

O resultado geral do Pisa mostra que o Brasil melhorou, mas que ainda tem muito a avançar no ensino de matemática. Os dados do ranking mundial de educação divulgado na terça (3) colocam o país em 58º lugar entre 65 nações e evidenciam que a grande maioria dos alunos brasileiros sabe somar, subtrair, multiplicar e dividir, mas não sabe aplicar esses conceitos no dia a dia (veja o ranking do Pisa 2012).

As escolas brasileiras avaliadas pelo Movimento Todos pela Educação escolas (veja relação e dados das escolas no fim da reportagem) mantêm desde 2007 resultados consistentes e acima da média nacional nas questões de matemática da Prova Brasil, feita a cada dois anos para analisar a qualidade das turmas de 5º e 9º ano do ensino fundamental e de 3º ano do ensino médio. O levantamento mostra que alunos dessas escolas têm desempenho similar ao de instituições de ponta, como os colégios militares, os federais e os de aplicação.

Critério de escolha
O critério de seleção usado no cruzamento de dados foi a porcentagem de alunos do 9º ano do ensino fundamental – idade ideal entre 14 e 15 anos – com aprendizado adequado em matemática acima de 45% na Prova Brasil de 2007, superior a 60% na edição 2009 e maior que 70% em 2011.

Em 2011, a meta esperada para o Brasil nesse quesito era de 25,4%, mas a média nacional ficou em 16,9%. Tendo desempenho acima de 70%, essas escolas já atingiram a meta do Movimento Todos pela Educação para 2021 para o aprendizado em matemática no 9º ano.

Seguindo os critérios acima, foi possível chegar a um grupo de dez escolas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e no Nordeste, as escolas públicas acima das metas são federais, militares ou escolas de aplicação, afirma o Todos pela Educação. Segundo Priscila Cruz, diretora executiva do movimento, as escolas destacadas neste levantamento mostram que fazer o trabalho básico no ensino pode ter bons resultados. “Elas fazem muito bem feito o básico e conseguem avançar, às vezes mais do que aquelas que ficam inventando coisas mirabolantes”, diz.

Para descobrir os detalhes sobre os projetos pedagógicos desse grupo de escolas municipais e estaduais, o G1 entrevistou professores e diretores. Em comum, as instituições têm o fato de serem pequenas, com menos de 100 alunos matriculados no 9º ano. Elas representam, portanto, o perfil médio das escolas do país – a média de matrículas nesta série foi, em 2011, de 70 alunos. Veja as cinco principais medidas destacadas pelas escolas no levantamento:

1) Não deixar nenhum aluno para trás
O principal foco das escolas é “não deixar o aluno para trás”. As instituições ouvidas pelo G1não fazem vestibulinho, nem selecionam os alunos por desempenho acadêmico. Porém, elas dizem que mantêm o hábito de estarem sempre atentas aos estudantes – novos ou antigos– que apresentam dificuldades nas aulas. Em matemática, a criança precisa aprender todo o conteúdo de uma etapa para ir para a fase (série) seguinte. Se não aprender cada um destes passos, vai se perdendo no processo ao longo dos anos.

Na Escola Municipal Professor Doriol Benato há aulas de reforço em matemática no contraturno (Foto: Arquivo pessoal)
Na Escola Municipal Professor Doriol Benato há
aulas de reforço em matemática no contraturno
(Foto: Arquivo pessoal)

Continuidade no trabalho com os alunos em todo o ensino fundamental e apoio aos que têm dificuldade são alguns dos segredos por trás do sucesso que a Escola Municipal José Negri, deSertãozinho (SP), tem obtido nos últimos anos. Em 2011, 80,7% dos estudantes tiveram desempenho adequado em matemática na Prova Brasil – muito acima da meta do país para 2011, de 25,4% dos alunos.

Lá, além de aulas clássicas de matemática, os alunos estudam no laboratório de informática. Além disso, são “avaliados internamente de várias formas, com provas individuais, mensais e bimestrais, exercícios resolvidos em casa e em sala de aula”. Um dos caminhos seguidos pelos professores para garantir a fixação do conteúdo é partir do concreto para o abstrato, diz a diretora Inês Angélica Servidoni Nogueira Cabril, de 74 anos. Assim, segundo ela, o aluno constrói o conhecimento através de situações problemas.

Na Escola Estadual Francidene Soares Barroso, de Itamarati (AM), das oito aulas semanais de matemática para alunos do ensino fundamental e médio, duas são específicas para o Ideb e duas para a olimpíada de matemática. “Fazemos acompanhamento a cada prova aplicada. Os professores que trabalham com ensino da matemática têm formação com cursos específicos e trabalham em cima das competências cobradas na Prova Brasil”, afirma Gleice Menezes, diretora da escola há 15 anos.

Os alunos que não acompanham a sala têm aulas de reforço. O colégio, porém, conta com um poderoso aliado. “Os alunos são muito interessados, sempre dizem que gostam mais de matemática e se identificam com a matéria. Nosso desafio agora é envolver mais as famílias, o que ainda é um problema para nós.”

Desde as séries iniciais do ensino fundamental da Escola Municipal Professor Doriol Beato, de Conselheiro Lafaiate (MG), os alunos são livres para participar de atividades extraclasse de reforço, caso tenham dificuldade de aprendizagem específica em matemática. “Só vem o aluno que quer estudar”, diz a diretora Maria Cristina de Moura Fernandes que está na escola há 22 anos, e já atuou como coordenadora e pedagoga do colégio. Em 2011, o Doriol teve 76,6% dos alunos com o aprendizado esperado na área.

Na Escola Municipal Pastor Hans Muller, localizada em Joinville (SC), a evasão escolar e o rodízio de professores são muito baixos. Atualmente são 830 alunos. Quem entra no 1º ano costuma ficar até o 9º e concluir o ensino fundamental. Na grade curricular, os alunos podem optar entre inglês ou alemão. A boa infraestrutura é outra aliada, a escola tem laboratório de informática, biblioteca, quadra coberta e auditório. “A escola é muito procurada por conta dos bons resultados que alcança. Temos uma demanda grande, há pelo menos 20 crianças na lista de espera para cada série”, afirma Wally.

2) Incentivar os alunos já avançados
Várias das escolas que entraram no levantamento, por terem mais de 70% de seus alunos com aprendizado adequado em matemática em 2011, não se contentam apenas com a palavra “adequada”. Por isso, os professores não só ajudam os alunos com mais dificuldade a acompanhar a turma, mas incentivam os estudantes com mais facilidade a continuar avançando no seu próprio ritmo. Uma das maneiras mais comum é por meio das olimpíadas acadêmicas, principalmente a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

Emef José Negri incentiva alunos a estudar além do currículo (Foto: Weber Sian/Jornal A Cidade)
Emef José Negri incentiva alunos a estudar além
do currículo (Foto: Weber Sian/Jornal A Cidade)

Para estimular o interesse de seus estudantes, a professora Sônia Ruschel Poersch, do Colégio Estadual Professor Jacob Milton Bennemann, do município de Feliz (RS), diz que tomou para si a tarefa de inscrever os estudantes nas olimpíadas de matemática e que, apesar de alguns decidirem participar apenas “fazendo por fazer”, ela afirma que tem alunos que já pegaram gosto pela competição, mas ainda não ganharam medalhas.

De acordo com ela, o que dá resultado é um trabalho constante de cobrança para que os alunos façam exercícios, incluindo lições de casa várias vezes por semana, com pesquisa e apresentação de trabalhos. Suas ferramentas são velhas conhecidas de todas as gerações: o livro, o caderno, o giz e o quadro negro. “É um trabalho mais tradicional. Em matemática tem que fazer exercício, tem que assimilar, tem que entender, fazer, fazer e fazer.”

Em Sertãozinho (SP), o estudanteOtávio Sarti Alves, de 13 anos, aluno da Escola Municipal Professor José Negri, coleciona medalhas em matemática. “A gente se esforça, mas a qualidade do ensino é o que mais conta”, diz o aluno. “Perguntam se eu sou inteligente, mas eu acho que a inteligência depende do nosso esforço. Por isso, a gente tem que aproveitar as oportunidades que tem na escola.”

Na edição deste ano, 19 estudantes da Unidade Escolar Teotônio Ferreira Brandão, uma escola municipal de Cocal dos Alves, no interior do Piauí, passaram para a segunda fase, e 17 foram premiados – um com medalha de prata, cinco com bronze e 11 com menções honrosas. Segundo o diretor do colégio, João de Brito Amaral, os professores vão à escola aos sábados para tirar dúvidas dos alunos, que são incentivados a criar grupos de estudos.

Principalmente no segundo semestre, e em anos com aplicação da Prova Brasil e outras avaliações, a escola também instituiu um sistema de reforço escolar no contraturno onde alunos do nono ano são convidados a atuarem como professores dos estudantes mais novos. “Eles têm uma linguagem até mais acessível aos alunos das séries menores, a gente só conta com dois professores de matemática, para eles mesmos darem a aula de reforço fica monótono”, disse Amaral, enfatizando que a escola cumpre todo o currículo obrigatório, e não apenas os conteúdos que caem na Prova Brasil. Em 2011, 89,5% dos alunos do nono ano apresentaram desempenho adequado na avaliação do MEC.

De acordo com o rendimento dos alunos da escola José Negri, do Interior paulista, no contraturno eles têm a possibilidade de estudar de maneira focada. “Temos aulas que chamamos de apoio, em período contrário, para alunos com dificuldades. E também aulas de projetos de olimpíadas para os alunos avançados. Na sala de aula há ajuda mútua entre eles: mais avançados procuram ajudar os que têm mais dificuldade”, explicou a diretora Inês.

Um dos estudantes que acabou se destacando na escola foi Otávio Sarti Alves, que conquistou uma medalha de ouro na Obmep de 2013.

3) Estabelecer laços fortes com os pais

O envolvimento dos pais é um dos fatores citados por professores e diretores das escolas ouvidas pelo G1 como causa direta dos bons resultados. Na Escola Estadual Dom Aquino Correia, em Juruena (MT), cidade de 12 mil habitantes, distante 900 km da capital Cuiabá, quem elege o diretor é a própria comunidade escolar. Edilso Bratkoski afirma que cumpre seu segundo mandato e em 2014 deixará a diretoria e voltará a lecionar química e ciência.

Quadra esportiva na Escola Municipal Professor Governador Portela, em Miguel Pereira (RJ) (Foto: Arquivo pessoal)
Quadra esportiva na Escola Municipal Professor
Governador Portela, em Miguel Pereira (RJ) (Foto:
Arquivo pessoal)

Marlene de Paula Freitas, que dirige o Educandário Ebenézer há cinco anos, explica que tenta incentivar os professores e fortalecer a parceria com os pais. Entre os projetos que envolvem as famílias está o Tarefa de Casa, um hábito que os alunos têm de levar, com frequência, lições para casa. “Toda criança precisa fazer a tarefa. Se não fizer, tem que ficar 10 ou 15 minutos depois da aula para fazer a tarefa”, disse Marlene.

Além da checagem rigorosa do comprometimento dos estudantes com a lição de casa, os professores do educandário também ficam de olho no desempenho geral de seus alunos. “Quando a professora percebe que a criança está ficando relapsa, desmotivada, a gente liga para a mãe, faz convite para vir à escola, não deixa só para o final do ano”. O mesmo acontece, segundo Marlene, na hora de identificar e reduzir as deficiências dos poucos alunos novos, caso eles cheguem ao educandário atrasado em relação aos colegas.

A Escola Municipal Professor Governador Portela, de Miguel Pereira (RJ), foi inaugurada em 1942 para atender os funcionários da Estação Ferroviária Miguel Pereira que funcionou até 1996, no distrito de Governador Portela. O colégio esteve em operação por 55 anos, ficou desativado por dois, e foi reabertao pela prefeitura, em 2000, no mesmo endereço – um prédio histórico. Na Prova Brasil de 2011, 89,7% dos alunos do nono ano tiveram desempenho adequado em matemática.

Segundo o diretor Vladimir dos Santos Barros, o respeito adquirido no passado pela escola se mantém entre os alunos, professores e comunidade de hoje. São 200 alunos do 6º ao 9º do ensino fundamental, muitos deles têm pais que também estudaram no colégio. “Os pais são muito engajados. Fazemos eventos envolvendo as famílias, o que ajuda a melhorar a qualidade do ensino. A receita é simples, há um compromisso de família, escola e corpo docente com a educação”, afirma Barros.

Já a comunidade da escola catarinense Pastor Hans Muller é tão engajada que os professores se voluntariam para dar aulas de reforço no contraturno escolar. Atualmente, o pai de um dos alunos também faz isso, mas em anos anteriores já houve a participação de alunos do ensino médio de escolas particulares da região. Também no período inverso ao das aulas regulares, os estudantes têm como opção atividades como aulas de dança, capoeira e italiano.

4) Recursos e programas do governo
O Educandário Ebenézer, de Tocantins, tem, além do desempenho acima da média na Prova Brasil e de uma colocação privilegiada entre as 50 melhores escolas públicas do Brasil no Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb), 70% das medalhas em olimpíadas do conhecimento conquistadas por estudantes do estado, diz a diretora Marlene.

Com os bons resultados vieram também os bônus por desempenho a professores, alunos e até funcionários que cuidam da limpeza e da merenda. A escola também aderiu a programas dos governos. Por causa de um deles, conseguiu mais de 600 laptops, que os alunos usam tanto na escola quanto em casa.

Na escola Dom Aquino, de Mato Grosso, o foco da equipe gestora é trabalhar a leitura e interpretação de texto dos alunos, o que também resulta em bons resultados em matemática. Mas o incentivo está ancorado em infra-estrutura: para incentivar a leitura entre os mais de mil alunos da escola, entre ensino fundamental e EJA, a biblioteca é recheada. São quase 9 mil títulos, além de revistas e gibis. “Costumamos comprar livros que os alunos indicam e, em média, fazemos 120 locações por dia.” Os professores também levam para salas de aula uma ‘caixa de leitura’ com alguns livros que os alunos leem durante os intervalos.

5) Formação continuada dos professores
Incentivo à reciclagem e formação continuada dos professores de todas as áreas, incluindo matemática, também é um fator que ajudou as escolas públicas fora da rede federal e militar que já bateram a meta nacional para 2021 em matemática no nono ano do fundamental. Dos três professores de matemática da Escola Estadual Pio XII, de Bom Princípio (RS), dois já concluíram cursos de especialização e um atualmente faz mestrado, por exemplo.

Segundo a diretora Maridalfa Luft, a formação dos professores é um fator positivo não só em matemática, mas em outras matérias. “Aprimorar a capacidade de leitura e interpretação de textos, desenvolver a habilidade de argumentação, modelar, elaborar hipóteses em experimentos, estimular a criatividade são algumas entre muitas atividades que contribuem para o sucesso da aprendizagem como um todo e acabam por refletir no aprimoramento do processo de ensino e aprendizagem” explicou Maridalfa.

Sem bônus financeiro atrelado ao desempenho ou recursos tecnológicos além de uma sala digital, a diretora conta que a escola se apoia na dedicação dos professores, no trabalho consistente em todos os níveis de ensino, na participação dos pais no cotidiano escolar e no aproveitamento de todas as oportunidades, como as olimpíadas de língua portuguesa, matemática e física, da qual a Pio XII teve um aluno fosse selecionado para a segunda fase já em sua estreia, em 2012.

Para garantir que todos os alunos consigam acompanhar os conteúdos na sala de aula, os professores investem na recuperação, e “desenvolvem atividades diferenciadas para oferecer ao aluno novas opções de compreender aqueles conceitos que não foram entendidos de forma satisfatória”, além da promoção de atividades em grupo, nas quais os colegas se ajudam. Com os pais, a diretora procura sugerir atividades de lazer que também ajudam na fixação da matéria, como jogos educativos e que usam o raciocínio e a elaboração de estratégias, como o xadrez.

Wally Maria Effting, da escola Pastor Hans Müller, destacou a baixa rotatividade de docentes como indicador de qualidade. “Os professores são concursados e permanecem muitos anos na escola. Isso permite que eles conheçam bem as crianças e acompanhem durante os nove anos. Os pais também são muito presentes e ajudam a cobrar as tarefas em casa”, afirmou.

A cooperação entre docentes também dá resultados. Na escola mineira Doriol Beato, os alunos que tiverem dificuldades em matemática tem não um, mas dois professores à disposição: o regular, da sala de aula, e o professor recuperador, que dá aulas no contraturno. “Há um trabalho de equipe, um professor sempre dá continuidade ao trabalho do outro na série seguinte”, afirma a diretora Maria Cristina, da Escola Estadual Pio XII, de Bom Princípio (RS).

Veja lista de 10 escolas públicas com bons resultados em Matemática:

Escola Estadual Dom Aquino Correa
Cidade: Juruena (MT)
Matrículas no 9º ano em 2011: 61
Participação na Prova Brasil 2011: 88,5%
Aprendizado adequado em matemática: 55,1% (2007), 64,7% (2009), 73,9% (2011)
Diferencial: Diretor eleito; foco em leitura e intepretação

Educandário Evangélico Ebenézer
Cidade: Gurupi (TO)
Matrículas no 9º ano em 2011: 57
Participação na Prova Brasil 2011: 100%
Aprendizado adequado em matemática: 49,1% (2007), 65,8% (2009), 78,9% (2011)
Diferencial: Nenhum aluno é deixado para trás

Escola Municipal Prof. Governador Portela
Cidade: Miguel Pereira (RJ)
Matrículas no 9º ano em 2011: 30
Participação na Prova Brasil 2011: 96,7%
Aprendizado adequado em matemática: 88,9% (2007), 77,4% (2009), 89,7% (2011)
Diferencial: Respeito pela história da escola

Col. Estadual Prof. Jacob Milton Bennemann
Cidade: Feliz (RS)
Matrículas no 9º ano: 32
Participação na Prova Brasil 2011: 84,4%
Aprendizado adequado em matemática: 53,6% (2007), 71,4% (2009), 74,1% (2011)
Diferencial: Foco na prática dos exercícios, uso da lousa convencional

Escola Municipal Pastor Hans Müller
Cidade: Joinville (SC)
Matrículas no 9º ano em 2011: 106
Participação na Prova Brasil 2011: 92,5%
Aprendizado adequado em matemática: 49,2% (2007), 69,0% (2009), 72,6% (2011)
Diferencial: Pouca evasão, aula de alemão e voluntários dando aulas no contraturno escolar

Escola Municipal Professor José Negri
Cidade: Sertãozinho (SP)
Matrículas no 9º ano em 2011: 78
Participação na Prova Brasil 2011: 100%
Aprendizado adequado em matemática: 77,6% (2007), 75,8% (2009), 80,7% (2011)
Diferencial: Apoio a quem tem dificuldade e incentivo a quem tem facilidade

Escola Estadual Francidene Soares Barroso
Cidade: Itamarati (AM)
Matrículas no 9º ano em 2011: 145
Participação na Prova Brasil 2011: 77,2%
Aprendizado adequado em matemática: 58,9% (2007), 81,7% (2009), 78,3% (2011)
Diferencial: Aulas focadas na Prova Brasil e nas olimpíadas de matemática

Escola Estadual Pio XII
Cidade: Bom Princípio (RS)
Matrículas no 9º ano em 2011: 28
Participação na Prova Brasil 2011: 85,7%
Aprendizado adequado em matemática: 60,0% (2007), 69,2% (2009), 70,8% (2011)
Diferencial: Professores sempre em formação

Unidade Escolar Teotônio Ferreira Brandão
Cidade: Cocal dos Alves (PI)
Matrículas no 9º ano em 2011: 41
Participação na Prova Brasil 2011: 92,7%
Aprendizado adequado em matemática: 60,5% (2009), 89,5% (2011). A escola não teve o resultado da Prova Brasil 2007 divulgado pelo MEC
Diferencial: Alunos mais velhos ensinam os mais novos

Escola Municipal Professor Doriol Beato
Cidade: Conselheiro Lafaiate (MG)
Matrículas no 9º ano: 191
Participação na Prova Brasil 2011: 91,6%
Aprendizado adequado em matemática: 80,3% (2007), 70,1% (2009), 76,6% (2011)
Diferencial: Professor recuperador no contraturno

Ana Carolina Moreno e Vanessa Fajardo
Do G1, em São Paulo

Conteúdo Relacionado

regulação de plataformas digitais

Especialistas defendem maior regulação de plataformas digitais

16/09/2026
ensino de arte na educação básica

MEC lança diretrizes para ensino de arte na educação básica

19/08/2026
fies

Inscrições para o Fies do segundo semestre começam nesta terça-feira (14)

14/07/2026
mec livros

MEC Livros empresta mais de 3 mil títulos por dia; veja os mais lidos

30/06/2026
Facebook Instagram Twitter Youtube
  • SUA CIDADE
  • BRASIL
  • MUNDO
  • EDUCAÇÃO
  • EMPREGOS E NEGÓCIOS
  • ESPECIAIS
  • ESPORTE
  • ENTRETENIMENTO
  • SOCIEDADE

© 2009-2026 Visão Regional

Nada encontrado
Ver todos resultados
  • CIDADES
    • SÃO JOAQUIM DA BARRA
    • MAIS CIDADES
      • IPUÃ
      • ITUVERAVA
      • NUPORANGA
      • SÃO JOSÉ DA BELA VISTA
      • SALES OLIVEIRA
      • OUTRAS CIDADES
    • FRANCA
    • BATATAIS
    • GUARÁ
    • GUAÍRA
    • MORRO AGUDO
    • ORLÂNDIA
    • RIBEIRÃO PRETO
  • COLUNISTAS
    • CARLOS TOLOI
    • ESPAÇO DO CORPO
    • PRISCILA LIPORACCE
    • SEGATTO – ODONTOLOGIA E FISIOTERAPIA
    • VANESCA CONTIN GARCIA
  • FOTOS
  • NOTÍCIAS
    • GERAL
      • BRASIL
      • MUNDO
      • EDUCAÇÃO
      • CIÊNCIA E SAÚDE
      • ESPORTE
      • TECNOLOGIA
      • ESPECIAIS
      • DICAS
      • VEÍCULOS
    • ENTRETENIMENTO
      • CURIOSIDADES
      • CINEMA
      • IMAGENS
      • MÚSICA
      • FAMOSOS
      • TELEVISÃO
    • SOCIEDADE
      • COMPORTAMENTO
      • MODA E BELEZA
      • RECEITAS
      • SAÚDE E BEM ESTAR
      • TURISMO E VIAGEM
  • EMPREGOS
    • CONCURSOS
    • OPORTUNIDADES
    • QUALIFICAÇÃO

© 2009-2026 Visão Regional