
A recepcionista Mircia Talita de Paula Lico apresentou a documentação, pagou uma taxa de R$ 800 em dezembro do ano passado e passou pelos exames teóricos, mas até agora não conseguiu tirar a carteira nacional de habilitação (CNH) em Ipuã (SP). “A gente procura e não tem resposta”, afirma a moradora, uma das pessoas da cidade que ainda não tiraram a licença para dirigir por problemas no agendamento de exames práticos em uma autoescola localizada no Centro.
O delegado da Polícia Civil Márcio Barbosa Macedo, também responsável pela Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) em Ipuã, confirmou que a empresa é alvo de dois inquéritos e que a formação de condutores está suspensa por decisão judicial. O proprietário da autoescola alega depender dos trâmites da Justiça e dos agendamentos da Ciretran para dar sequência às atividades e garante que vai bancar eventuais prejuízos dos alunos.
Mircia alega não ter alternativa para seu problema. Em razão do impasse para seu exame prático na autoescola, tentou transferir em vão o processo de habilitação para a outra empresa que presta o serviço na cidade. Mesmo disposta a pagar R$ 1,2 mil pela nova documentação, a autoescola não teria aceitado o procedimento devido ao prazo apertado para que sua CNH seja emitida – o prazo vence em dezembro. “A gente não sabe o que está acontecendo. A população está muito revoltada. Para eu transferir minha carta teria que pagar R$ 1,2 mil. Eu pagaria, mas não aceitaram por causa do prazo”, afirma.
De acordo com o delegado Marcio Barbosa Macedo, a autoescola é investigada em dois inquéritos, depois de ter sido alvo de uma denúncia de uma aluna sobre supostas taxas abusivas de reprovação e serviços ineficientes. Em razão de uma decisão judicial, o curso de formação de condutores está suspenso por tempo indeterminado, segundo o representante da Ciretran.
Autoescola
Dono da autoescola, Clemens Ligório afirma não ter previsão de quando os exames práticos serão retomados, pois depende das datas a serem repassadas pela Ciretran. “Foi aberto inquérito e foi bloqueado o sistema”, diz.
Ele garante que irá ressarcir todos os alunos que tiverem prejuízos por conta da demora nos procedimentos e que pagará por novos processos de habilitação que expirarem. “Eu pretendo devolver [o dinheiro pago pelos alunos], só que a gente tem que voltar às atividades.”
Do G1 Ribeirão e Franca



