O Ministério Público de Taquaritinga (SP) abrirá uma ação nos próximos dias para investigar a derrubada de seis árvores da Praça Doutor Horácio Ramalho, no Centro da cidade. O local passa por obras de revitalização e, de acordo com o projeto, outros 12 exemplares também precisarão ser extraídos para tornar o ambiente mais iluminado.
A medida está revoltando os moradores, que organizaram um protesto no Facebook. Um dos manifestantes, o empresário Ademir Mazzi, denuncia que outras árvores já foram derrubadas pela Prefeitura este ano na Avenida Paulo Roberto Scandar e na Praça Doutor Valdemar de Ambrósio.

“Eu acho essa atitude uma atrocidade, uma ignorância imensa. Essas árvores têm quase 100 anos. Eu era criança e me lembro das árvores já adultas, fazem parte da história da cidade. Há necessidade de fazer urbanização, mas que façam com consciência ambiental”, criticou Mazzi.
Outro lado
O prefeito de Taquaritinga, Fúlvio Zuppani, alegou que todas as árvores arrancadas foram previamente analisadas e apresentavam risco de queda, colocando a população em perigo. “Essas árvores estão sendo retiradas num processo preventivo de segurança aos transeuntes e à sociedade.”
Zuppani disse também que as raízes das plantas estavam destruindo o piso da praça e que moradores de rua e ladrões estavam se aproveitando do ambiente escuro e dos troncos largos para se esconder e cometer crimes.
“Nós estamos alterando a iluminação da praça e percebemos que as árvores precisarão ser retiradas, mas serão substituídas por outras adequadas, que deixem o local menos obscuro. Ao todo, 36 árvores serão plantadas em toda a cidade para suprir esse desfalque”, concluiu.
Do G1 Ribeirão e Franca



