
Uma lei aprovada por unanimidade pelos vereadores de São Joaquim da Barra(SP) e sancionada pelo prefeito Marcelo Mian (PT) proíbe que os trenzinhos infantis que circulam pela cidade toquem músicas de cunho sexual e com tom apelativo. O objetivo, segundo a Câmara da cidade, é fazer com que as crianças – público alvo desse tipo de atração – não tenham contato logo cedo com letras de canções que muitas vezes não condizem com a faixa etária delas.
Autor do projeto de lei, o vereador Rangel Luis de Melo (PMDB) diz que atendeu a diversos pedidos da população, que se sentia ofendida com algumas músicas tocadas nos trenzinhos. “As músicas proibidas são as que fazem apologia ao sexo. É um assunto impróprio para crianças, que são quem compõe o público desses trenzinhos. Algumas letras são ofensivas”, comentou.
Em seu artigo 1º, a lei prevê que ‘fica expressamente proibida a utilização de quaisquer tipos de músicas de cunho escandaloso, apelativo, com letras que estimulam a orgias, erotismo e sensualidade nos Trenzinhos da Alegria, quando de sua apresentação na cidade de São Joaquim da Barra’. O texto prevê ainda que é permitido somente a utilização de músicas de trilha sonoras infantis nesse tipo de veículo.
O descumprimento da nova legislação acarretará, primeiramente, em advertência e notificação por escrito ao proprietário do trenzinho. Em caso de reincidência, o proprietário pode ter a licença de rodar pela cidade cassada definitivamente.
Além da fiscalização da Prefeitura, a população também poderá denunciar o veículo que não cumprir com a nova lei.
Adequação
O motorista Aparecido André é proprietário de um dos dois trenzinhos infantis existentes em São Joaquim da Barra e garante que irá cumprir a lei. “Vamos seguir a determinação e cumprir essa lei. Iremos respeitar o que foi imposto e vamos tocar apenas músicas infantis nos trenzinhos”, comentou.
André disse também que trenzinhos de outras cidades costumam rodar pela cidade para alguns eventos e que os donos desses veículos é que colocam o tipo de música que a lei agora proíbe. “Eles vem, tocam funk, sertanejo, enfim, algumas músicas mais pesadas, e vão embora. Não vou dizer que a gente nunca tocou, mas agora iremos cumprir o que foi determinado”, concluiu.
População aprova
Pelas ruas da cidade, a maioria dos moradores aprova a medida imposta pela Câmara Municipal. “Acho uma iniciativa muito boa, esse tipo de música não deve tocar em trenzinho infantil, essas músicas não são para esse público. Tenho um neto de dois anos e não quero que ele creça com essa mentalidade, são letras pornográficas e não devem ser ouvidas por crianças”, disse o aposentado Claudinei Gouvea.
Do G1 Ribeirão e Franca



