Em tempos de isolamento social, ficou impossível se manter longe das redes sociais, elas fizeram o papel de nos manter conectados com o mundo e com as pessoas que mais amamos. Tivemos que aprender a nos relacionar, nos adaptar ao teletrabalho, às aulas online, às consultas e terapias a distância.
O grande problema é que as redes sociais são programadas para mexer com a nossa vulnerabilidade e nos trazer um senso de pertencimento. Um simples botão de curtir e pronto: criou um sistema de gratificação imediata que libera endorfina, causando uma sensação de bem estar. Os elementos são muito atrativos: somos curiosos por natureza e com elas temos acesso imediato a informações de pessoas que admiramos ou conhecemos e também muito entretenimento. Isso causa um reforço positivo e assim nos vicia mais e mais.
O maior entrave está nos perfis vulneráveis, como pessoas com intolerância a frustração, baixa autoestima, timidez excessiva e necessidade de aprovação podem se esconder atrás das telas para não confrontar as mudanças que precisam ser feitas em suas vidas. Já tem estudos que mostram que durante a pandemia o excesso de acesso as redes sociais aumentaram os problemas de saúde mental. Se for escrever tudo que está relacionado a saúde mental e redes sociais daria no mínimo uns 6 artigos…(redes sociais e ansiedade, e depressão, e insônia, e problemas de relacionamento, e ausência social, e crianças invisíveis e por aí segue…)
Fora o consumismo desenfreado, já percebeu que é só fazer uma busca no Google e logo tudo começa a aparecer nas suas redes sociais? Isso se chama remarketing e foi criado justamente para estimular o consumo e fazer você comprar o produto que pesquisou.
Como saber se você está passando dos limites nas redes? Se faça as seguintes perguntas: você sente angústia quando precisa ficar desconectado(a)? Sente necessidade de postar determinadas experiências para que sinta que está completa? Passa muito tempo no celular? Perdeu o interesse pelas atividades fora das redes? Verifica todas as notificações a todo instante? Perde a noção do tempo?
* Não use o celular durante as refeições
* Estipule horários
* Crie hábitos melhores
* Desative as notificações
* Procure ajuda profissional
Se estiver na dúvida lembre-se do velho ditado: tudo em excesso faz mal!
Daiana Corregliano
Psicóloga
Atendimento em São Joaquim da Barra e Franca
📲 (16) 99209-6692




