Se formos buscar no dicionário o significado da palavra ética, veremos que se ela se trata do “Conjunto de princípios, valores e normas morais e de conduta de um indivíduo ou de grupo social ou de uma sociedade”.
Ao analisar esse significado, chego a conclusão de que ela não pode ser, de maneira alguma, associada com a prática política no BRASIL.
Se formos começar a análise de cima para baixo, ou seja, de Brasília, o que vemos é algo que nos causa nojo. Ao invés de discussões saudáveis, boas ideias, boas intenções, honestidade, o que vemos é corrupção, conluios e formação de quadrilhas, que sempre tem por finalidade o assalto aos cofres públicos, o que muitas vezes é feito na cara da população e de autoridades que poderiam de certa forma acabar com essa baderna.
Talvez, o mais interessante, é fazermos a análise da cidade onde vivemos. Os políticos da sua cidade falam a verdade? Eles cumprem os prazos que eles mesmos estabelecem para a realização de alguma obra ou serviços?
Tenho certeza que a resposta, de 99% das pessoas será não. O restante fazem parte das pessoas que de alguma forma levam vantagens do grupo politico que está no poder.
Por falar em PODER, meu Deus, como ele é viciante para os que chegam nele. A maioria da população que trabalha sério, o dia todo, muitas vezes não percebe como o jogo político é jogado. As amarrações para o sustento do poder é algo que muitas vezes são feitas em salas de prédios públicos, botecos, postos de gasolina, etc.
Na maioria das vezes isso é feito com base em ameaças, oferecimento de vantagens e propinas. Não vamos falar nem na Câmara de Deputados, pois o melhor é analisar as Câmaras Municipais de Vereadores.
Quantas vezes você ouve falar que um vereador da oposição ‘passou’ pro lado da situação? E não vamos ser inocentes em acreditar em coisas do tipo “votei com o prefeito pro bem da cidade’, pois quando isso acontece, a população percebe a boa intenção do ‘nobre edil’.
Geralmente, toda essa trama de poder, é realizada por ‘assessores’ do governo. Por falar neles, é absurdo o número de cargos de assessoria em pequenas cidades. Muitas vezes, para se manter no poder, os governantes empregam pessoas incapazes, sem estudo, em detrimento de dar oportunidades a servidores locais cuja capacidade foi aferida em concurso público.
O correto seria limitar em pelo menos 1% o número de vagas para assessoria, tendo como base o número de servidores públicos ativos no município. Dessa forma ficaria mais difícil burlar as proibições da lei eleitoral.
Bom, como vemos, é desanimador, assistir os telejornais, ler jornais, ouvir rádio quando o assunto é política. Apesar de que em cidades pequenas, muitas vezes, ao ouvirmos rádios e lermos os jornais locais, temos a impressão de que estamos morando em alguma cidade da Suíça ou da Noruega, pois os ‘problemas reais da população’, muitas vezes não são abordados.
A população está cansada de ouvir falar em malas, cuecas, helicópteros, oficinas mecânicas, pneus, pontes, etc. É crescente e confortante saber que pessoas de bem, estão se unindo, nas escondidas (da mesma forma que os políticos fazem) para tentar achar soluções para nossas cidades. Com certeza, as próximas eleições mostrarão um novo perfil dos eleitores, pois, as redes sociais, terão papel determinante no resultado final.
Por tudo isso chego a conclusão de que não exite ética na política. Os que chagaram ao poder carregados de boas intenções, pouco tempo depois chegam a conclusão de que não podem fazer nada sozinhos e acabam ficando no ostracismo, muitas vezes apenas ‘votando com a base’.



