Com o crescimento das cidades, a área urbana adentra nas zonas periféricas, invadindo o habitat dos animais silvestres. Se de um lado a urbanização empurra esses animais por outro a lavoura, principalmente a cana-de-açúcar, também os empurram em direção contrária. Assim, muitos desses animais em situação de risco adentram nas casas em busca de abrigo, água e alimento, ou são atropelados nas rodovias.
Segundo relatório encaminhado pelo Corpo de Bombeiros de Orlândia para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, de janeiro a julho de 2017, foram 46 ocorrências de animais em situação de risco. Um dos últimos foi um pequeno cervo, resgatado na ETEC Alcídio de Souza Prado e solto nas proximidades da Fazenda Lageado, em Sales de Oliveira.
Mas infelizmente esses números não refletem a realidade. A grande maioria desses animais acabam sendo mortos por medo e/ou falta de conhecimento da população em como agir. Dentre os citados, talvez as cobras sejam as maiores vítimas. A cobra, assim como outros animais, tem um papel fundamental na cadeia alimentar, pois se alimenta de pequenos animais, como ratos. Matar as cobras é multiplicar o número de roedores. Ao primeiro olhar, a cobra causa mais medo, mas o número de mortes causadas por ratos é muito maior. Matar uma cobra ou qualquer outro animal silvestre, além de causar um equilíbrio no ecossistema, pode levar a prisão de 6 meses a 1 ano, conforme a Lei Federal nº 9.605 (Lei de Crimes Ambientais).
A primeira recomendação é ligar para o Corpo de Bombeiros no 193 ou acionar a Polícia Militar Ambiental, pelo 190. As duas entidades possuem agentes preparados para lidar com a situação. O Disque Ambiente, pelo telefone 0800 113560, e o e-mail ambientaldenuncias@
Nunca tente fazer a captura do animal, que pode reagir de forma agressiva caso se sinta ameaçado, por estar fora do habitat natural. O Corpo de Bombeiros alerta para não fornecer alimentos ou água, que podem ser prejudiciais. Os animais sadios resgatados são encaminhados ao seu habitat natural em espaço seguro e longe das cidades. Caso lesionados, são encaminhados a polícia ambiental que encaminhará ao hospital veterinário mais próximo.



