O pedreiro Evelino Aparecido de Oliveira, 40, chegou em um bar chamado Último Gole, em Patrocínio Paulista, domingo à tarde, e pediu uma cerveja. Segundo testemunhas, um parente dele disse para o comerciante não vender, porque o rapaz já estava bêbado e sem dinheiro. Evelino, então, teria saído cantando pneu com seu Gol e parou em outro bar a cerca de 200 metros. Lá, se encontrou com a lavradora Geovana Aparecida da Silva, 26, ligou o som do carro, dançaram e tomaram quatro garrafas de cerveja. Já era noite quando saiu. Falou para a proprietária que iria dar uma volta e que retornaria depois para pagar a conta. Os dois se envolveram em um desastre e morreram minutos depois. O carro que ocupavam trafegava pela contramão de uma pista duplicada e chocou-se com outros dois veículos. A polícia ainda não sabe como o motorista pegou o caminho errado. Evelino não tinha habilitação.
A colisão frontal seguida de capotamento aconteceu por volta das 20h15 na Rodovia Ronan Rocha, nas proximidades do trevo de acesso a Patrocínio Paulista, sentido Franca. O motorista de um veículo não identificado, que seguia na faixa da esquerda da pista, percebeu o Gol vindo na contramão e jogou seu carro para a direita. “Eu vinha logo atrás, pensei que ele estava me dando passagem. Quando vi, o Gol apareceu na minha frente. Não tive como desviar”, disse à polícia o comerciante RDA, que dirigia uma Ranger prata. Os dois carros chocaram-se violentamente. A caminhonete, que puxava um jet ski, capotou. Um Palio Weekend passava ao lado e também foi atingido. Os passageiros não se feriram com gravidade.
Os ocupantes do Gol não tiveram a mesma sorte. O carro partiu-se ao meio e foi parar completamente destruído no meio do canteiro que divide as pistas. Evelino e Geovana morreram na hora. A Polícia Civil de Patrocínio apura os motivos que levaram o motorista entrar pela contramão.
Moradores vizinhos do bar, localizado no Bairro Santa Cruz, disseram que Evelino teria seguido por uma vicinal até a Ronan Rocha no sentido a Franca. O que aconteceu depois é um grande mistério. Ele teria resolvido voltar e feito o retorno na própria pista duplicada ou se confundido no trevo principal de acesso à cidade. Marcas de pneu deixadas no gramado sugerem que a segunda possibilidade é a mais provável. “A perícia constatou que o Gol estava na contramão, mas não sabemos como ele foi parar lá. Uma pessoa em sã consciência não faria aquilo. O motorista bebeu demais, não tinha habilitação e saiu dirigindo”, disse o delegado Marcelo Rodrigues.
Repórter: Edson Arantes
Foto: Dirceu Garcia
FONTE: GNC Comunicação



