Mais de 10 mil pessoas ou está desempregada ou recebem menos de ½ salário mínimo.
A ORC ouviu Daniela Gonela Rodrigues Souza, assistente social da Promoção Social de Orlândia e responsável pelo C.U. – Cadastro Único de Orlândia, que confirmou os dados.
Os números são alarmantes. A cidade tem 590 famílias que recebem o benefício do Programa Bolsa Família e outras 2.100 no C.U. – Cadastro Único.
O Bolsa Família beneficia com uma média de R$ 120,00 por família que recebe até R$ 154,00 por pessoa (per capita) mês. Já o Cadastro Único beneficia famílias que recebem no máximo l/2 salário mínimo com os seguintes benefícios: Isenção de tarifas e taxas em concurso público, Programa Brasil Carinhoso que dá R$ 70,00 a criança e adolescente até 15 anos, Telefone Popular, Minha Casa Minha Vida, tarifa de energia elétrica com desconto de 10 à 65%,
No Programa Bolsa Família, a renda familiar não pode passar de R$ 154,00 por pessoa (per capita). Ou seja: Se são 4 pessoas na família, a renda tem que ser inferior a R$ 616,00. Dez (10) pessoas na família, renda inferior a R$ 1.540,00.
Em outras palavras a cidade possui cerca e 10 mil pessoas que estão na linha da pobreza, vivem na miséria e recebem menos que l/2 salário mínico por mês. Isto significa que cerca de 24% da população sobrevive de forma miserável com menos de R$ 500,00 por mês.
Na última segunda-feira, dia 27, foi feito o recadastramento das famílias que recebem o benefício do Bolsa Família. E foram confirmados que mais de 590 famílias estão desempregadas (cerca de 2.400 pessoas) e outras 2.100 famílias (8.400 pessoas) enquadradas no Cadastro Único.
Daniela Gonela Rodrigues Souza, disse que participou na semana passada de “Encontro Regional” realizado pela Caixa Econômico Federal (órgão responsável pelo pagamento) em Ribeirão Preto, que mostrou que outras cidades da região estão em situação ainda pior.
Orlândia já teve 1.400 família que recebiam o Bolsa Família no governo Vado. O número diminuiu para 590 pelo fato da Promoção Social ter feito um controle maior e verificado que muitas famílias não se enquadravam no programa.
via ORC




