A vendedora Sandra Regina Costa, de 46 anos, registrou um boletim de ocorrência, na segunda-feira (2), contra a Santa Casa de Ituverava, alegando que correu risco de morrer durante uma cirurgia por falta de infraestrutura do hospital.
Segundo a vendedora, ela fazia uma laparoscopia, em 14 de dezembro, para a retirada de cálculos na vesícula e estava entubada, quando houve interrupção no abastecimento de energia e o gerador não funcionou.
Sandra diz que todas as informações sobre o que aconteceu foram passadas pelo médico que a atendeu e pelos familiares que acompanharam o drama.
Ela conta que o médico fez vários apelos para a manutenção do hospital para que ligasse o gerador, o que não aconteceu. O restante da cirurgia foi feito com o auxílio de uma bateria improvisada nos equipamentos que a mantinham respirando. O médico teve que abandonar a laparoscopia e fazer uma cirurgia convencional com corte.
A vendedora diz que após a operação, o médico fez um boletim de ocorrência. “Depois da operação ele me contou tudo e disse que eu podia ter morrido devido à falta de energia elétrica para a manutenção do funcionamento dos equipamentos”, diz.
O hospital ficou às escuras por cerca de uma hora. Outras duas cirurgias, uma de fêmur e uma histerectomia também estavam sendo realizadas no momento do blecaute.
Segundo Sandra, as informações que ela recebeu são de que existem dois geradores no hospital, mas a fiação antiga não suporta a carga demandada por eles.
A vendedora alega ainda que parte do seu prontuário não lhe foi entregue. “O hospital sumiu com a parte da enfermagem. Fiquei sabendo que as enfermeiras foram pressionadas a retirar”, afirma.
Em nota enviada à imprensa, a CPFL informou que “causas externas ao sistema de distribuição da empresa provocaram a interrupção no fornecimento de energia”. Segundo a concessionária, o desligamento aconteceu entre 13h15 e 14h20.
A Santa Casa foi procurada várias vezes durante esta quinta-feira (5), mas ninguém foi encontrado para falar sobre o assunto.
Fonte: EPTV



