
A Prefeitura de Guaíra está retomando o MAE – Museu Aberto das Esculturas – um dos equipamentos no projeto original de Burle Marx para o parque Maracá. No dia 11 de março (sexta-feira) às 19h na Casa de Cultura Professor João Augusto de Mello acontecerá acerimônia oficial de Retomada do Museu Aberto de Esculturas.
O evento contará com a presença do artista plástico Gilberto Salvador que instalará a escultura Espuma até maio deste ano. Ele apresentará o projeto que está sendo cadastrado na Lei Rouanet para o financiamento de mais três obras dos artistas: José Spaniol, Ângelo Venosa e Marcelo Nitsche.
Além do lançamento haverá conversa do prefeito, Sérgio de Mello com o Conselho Municipal de Cultura para o planejamento das políticas culturais no ano de 2016. O evento é aberto a toda população.
A obra de Gilvbero Salvador, a escultura Espuma será a primeira no resgate do MAE. Muito bem avaliada por leiloeiros nacionalmente reconhecidos a obra Espuma já foi exposta na entrada da Pinacoteca do Estado, na Capital. Como Gilberto Salvador praticamente abriu mão de sua propriedade intelectual Guaíra só pagará pelo transporte e instalação da obra.
Gilberto Salvador é um artista plástico de renome no país tendo participado de eventos importantes como a Bienal Internacional de São Paulo e Bienal Internacional de Arte da China. Tem obras públicas instaladas em São Paulo, Brasília, Campinas e Florianópolis.
GILBERTO SALVADOR
Gilberto Orcioli Salvador (São Paulo SP 1946). Pintor, desenhista, gravador, arquiteto, professor. Formado em arquitetura em 1969 pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo – FAU/USP, onde mais tarde atuou como professor. Paralelamente aos estudos universitários, dedicou-se à pintura e ao desenho. Expôs individualmente, pela primeira vez em 1965, na Galeria de Arte do Teatro de Arena em São Paulo.
Foi premiado com a medalha de ouro no Salão de Arte Contemporânea, Campinas, em 1967, e, nas edições de 1969 e 1970, com o prêmio aquisição. Participou de várias edições da Bienal Internacional de São Paulo, e entre suas principais mostras individuais destacam-se duas exposições no Masp, em 1985 e 1995. Em 1999, a escultura Vôo de Xangô é instalada na Estação Jardim São Paulo da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô. Sua obra se caracteriza pela oposição entre gestual e o traço rígido, entre as formas orgânicas e inorgânicas, entre o movimento e o estático. Nelas, as formas vivas, homens, flores e animais dialogam com figuras geométricas. O crítico de arte Jacob Klintowitz publicou dois livros sobre o trabalho do artista, História Natural do Homem Segundo Gilberto Salvador, de 1985, e Gilberto Salvador O Reino Interior, de 2001.
JOSÉ SPANIOL
José Paiani Spaniol (São Luiz Gonzaga RS 1960). Pintor, desenhista, gravador, escultor e professor. Entre 1978 e 1983, cursou artes plásticas na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, e teve aulas de gravura com Evandro Carlos Jardim (1935).
Paralelamente, frequentou cursos de modelo-vivo e pintura de paisagem na Pinacoteca do Estado de São Paulo (Pesp). Nesta instituição, em 1985 e 1986, orientou oficinas de pintura e gravura. Em 1988 e 1989, foi professor de artes plásticas na Faap. Realizou a mostra individual Pinturas e Objetos, em 1989, na Pesp.
Em 2003, com Marco Giannotti (1966), Mário Ramiro (1957) e Osmar Pinheiro (1950-2006), criou o espaço de ensino e pesquisa em arte Oficina Virgílio, em São Paulo. No mesmo ano, fez exposição individual no Museu Alfredo Andersen, em Curitiba.
ANGELO VENOSA
Frequentou a Escola Brasil em São Paulo em 1973. Transferiu-se para o Rio de Janeiro, no ano de 1974, onde graduou-se em Desenho Industrial pela ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial). Nos anos 1980, Em 2007 defendeu a dissertação de mestrado “Da Opacidade”, na Pós Graduação da Escola de Belas Artes da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
Angelo Venosa surgiu na cena artística brasileira na década de 1980. É um dos poucos artistas egressos da chamada “Geração 80” dedicados à escultura e não à pintura. Desde então, Venosa lançou as bases de uma trajetória que se consolidou no circuito nacional e internacional, incluindo passagens pela Bienal de São Paulo (1987), Arte Brasileira do Século XX (1987, Musée dArt Moderne de La Ville de Paris), Bienal de Veneza (1993), e Bienal do Mercosul (2005).
Em 2012, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM RJ) consagrou-lhe uma exposição individual em comemoração aos 30 anos de carreira, que seguiu para a Pinacoteca de São Paulo em abril de 2013. Ainda em 2013 foi lançado o segundo livro sobre sua obra, também publicado pela Cosac Naify.
Hoje o artista conta com várias esculturas públicas instaladas no pais: – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Jardins); – Museu de Arte Moderna de São Paulo (Jardim do Ibirapuera); – Pinacoteca de São Paulo (Jardim da Luz); – Praia de Copacabana / Leme, no Rio de Janeiro; – Santana do Livramento, Rio Grande do Sul e – Parque José Ermírio de Moraes, em Curitiba.
MARCELLO NITSCHE
Pintor (São Paulo, SP, 1942), artista intermídia, escultor, desenhista, gravador, professor. Cursou a Faculdade de Belas Artes da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, onde conclui a licenciatura em desenho, em 1969.
Recebeu, nesse ano, o prêmio da Prefeitura do Município de São Paulo para obra de pesquisa mais relevante na Bienal Internacional de São Paulo.
No início da carreira, atuou como gravador, passando logo depois a se dedicar à pintura. Aproximou-se da arte pop, realizando pinturas inspiradas no processo de elaboração da imagem utilizado nas histórias em quadrinhos.
Desde os anos 1980, a gestualidade da pintura e a trama de pinceladas passam a ser temas centrais em sua produção.
Possui esculturas em espaços públicos, como Garatuja, 1978, uma estrutura modulada, instalada na praça da Sé, e Pincelada Tridimensional, 2000, no parque da Luz, ambas em São Paulo. Em pinturas realizadas a partir de 2001, inspirou-se nos códigos de barra, e explorando linhas verticais e sequências de números.



