O motorista da carreta que atropelou e matou cinco homens na Rodovia Anhanguera na manhã de terça-feira (20) foi preso em flagrante após admitir ter usado rebite (comprimido usado para mascarar o sono). Ele vai responder pelo crime de homicídio doloso, por dolo eventual.
Marcos Aurélio Quintino, de 42 anos, confirmou à médica que ingeriu oito comprimidos antes de dirigir. Para o delegado Carlos Henrique de Araújo Garcia, por ter ingerido substâncias proibidas, ele assumiu o risco de causar um acidente.
Garcia conta que o homem confessou ter ingerido as substâncias às 21h, na segunda-feira (19), no Rio de Janeiro. Ele estava há 20h dirigindo sem parar e há 12h sem comer.
Amostras de sangue e urina do motorista foram colhidas para análise. Segundo o delegado, o comportamento de Quintino chamou a atenção. “Ele estava alterado, com aspecto diferente do normal”, conta.
O condutor da carreta foi levado para a cadeia de Santa Rosa de Viterbo e depois será encaminhado para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto.
Ele é casado, pai de dois filhos e vinha de Rezende, no Rio de Janeiro, para Orlândia. Quintino trabalha como motorista há vinte e dois anos e estava há dois meses nessa empresa.
A companhia disse que só vai se manifestar quando tiver acesso a todas as informações do caso e afirmou que vai mandar um representante acompanhar as investigações.
Os corpos das cinco vítimas foram liberados pelo IML. Três serão enterrados amanhã em Jardinópolis, um em Altinópolis e outro no Estado da Paraíba.
O trabalhador Luciano Nunes Costa, de 38 anos, que sobreviveu ao acidente, passou por cirurgia no Hospital das Clínicas e está no setor de recuperação.
O caso
Uma carreta atropelou seis trabalhadores que faziam o recapeamento da pista norte da rodovia Anhanguera, no km 303, em Ribeirão Preto. Cinco morreram no local.
Seis funcionários da Leão Engenharia foram atingidos de forma violenta. Ronaldo Sergio Bolignano, Flávio Roberto Vieira, José Antonio de Souza, Adilson Nunes de Avelar e Alcebíades de Lima Neto morreram instantaneamente. Luciano Nunes Costa, foi socorrido em estado grave pelo Corpo de Bombeiros e levado para a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas.
Segundo a assessoria de imprensa da concessionária que administra o trecho, o local do recapeamento estava sinalizado segundo as normas, com indicativos e placas colocados quatro quilômetros antes da obra. No local, trabalhavam 20 pessoas.
A carreta estava carregada com rolos de fios de aço que se soltaram e ficaram espalhados pelo acostamento.
Fonte: EPTV



