Ambientada em São Francisco (EUA), a retomada da saga iniciada pelo clássico dirigido por Franklin J. Schaffner em 1968, inspirada no livro do francês Pierre Boulle, dá ênfase a evolução de César, um chimpanzé resgatado ainda bebê de um laboratório e criado como animal de estimação por Will Rodman (James Franco), um cientista dedicado a descobrir a cura do Alzheimer, doença que consome a lucidez de seu pai, Charles, interpretado por John Lithgow.
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César é fruto de pesquisas com a aplicação da droga 113 em primatas e desde filhote demonstra uma inteligência evoluída, desenvolvendo diversas habilidades, entre elas a capacidade de se comunicar com humanos. O incidente que levou a morte da sua mãe culminou no fim das pesquisas de Will em laboratório. Não fica difícil prever que o bem intencionado cientista passará então a testar a nova droga em seu pai, que imediatamente mostra uma melhora surpreendente.
Quando César acredita que Charles corre perigo, parte para o ataque a um vizinho, e acaba sendo levado para um abrigo de macacos, onde é obrigado a conviver com outros da sua espécie. A distância dos donos e os maus tratos sofridos com as ações violentas de um dos guardas leva César a arquitetar uma rebelião, que o tornará líder dos símios.
Adaptado para os dias atuais, o longa-metragem do diretor britânico Rupert Wyatt não poupa referências a série original, seja nos diálogos ou em cenas que remetem a inversão de papéis num futuro dominado pelos símios. Praticamente um principiante na direção, Wyatt dribla os percalços de um roteiro previsível com a ajuda dos efeitos especiais, que garantem dois pontos altos do filme: as cenas de ação na segunda metade do longa e a brilhante desenvoltura do ator Andy Serkis, o mesmo de Gollum em “O Senhor dos Anéis”, no papel de César.
Mas não se pode esperar muito mais desse grande blockbuster. Ao contrário do clássico dos anos 60, que exercia uma forte crítica social, o filme deixa a desejar pela falta de reflexão. Tudo parece muito simples. Em 105 minutos, Wyatt explica o mistério da evolução da espécie, antes nunca revelado de forma clara. Em “A Conquista do Planeta dos Macacos”, de 1972, quarto filme da série, César é filho do Dr Cornelius e da Dra Zira e lidera a revolução dos macacos, antes escravizados pelo homem.
Ao término, já nos créditos, pistas de uma sequência programada, fortalecida depois do sucesso de crítica e bilheteria. O filme manteve por duas semanas consecutivas a liderança nas bilheterias norte-americanas.
Fonte: EPTV – Fabiana de Paula



