[ad id=”92272″]
Uma mulher foi presa nesta quinta-feira (3) suspeita de enganar pessoas que pretendiam comprar a casa própria em Ribeirão Preto (SP). Segundo a Polícia Civil, a suposta golpista se passava por corretora de imóveis e prometia conseguir, mediante pagamento antecipado, a liberação de financiamento pela Caixa Econômica Federal.
Edvania Cristina da Silva, de 39 anos, foi presa em casa, após uma das vítimas denunciar à polícia que havia depositado R$ 35 mil na conta dela. O advogado da suspeita, Luis Gustavo de Souza Rocha, nega as acusações e afirmou que a cliente também era enganada por outra mulher, a quem prestava serviço. “Assim como as vítimas, ela também foi enganada”, disse.

Além de Edvania, três suspeitos foram identificados como parte da quadrilha e estão sendo procurados. O delegado Ricardo Turra, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), afirmou que cerca de 100 pessoas podem ter sido vítimas do golpe na cidade.
A prisão de Edvania ocorreu após a denúncia de um homem, que preferiu não ser identificado. Ele contou que a suspeita se apresentou como corretora de imóveis, chamada Madalena, e dizia trabalhar em um escritório credenciado à Caixa Federal.
“Ela apareceu com duas pessoas como sendo da Caixa, com crachás do banco e tudo”, lembrou a vítima. Uma quarta pessoa também foi apresentada pela suposta golpista como sendo engenheiro e “facilitador” de financiamento do banco.
O grupo pediu que o homem depositasse R$ 35 mil na conta de Edvania, como garantia pelo serviço. “Nesse tempo, apareceu uma pessoa chamada Dalva, que eles usavam como corretora, e falou: ‘Eu te conheço, você caiu num golpe. Você pode ir atrás porque elas me deram R$ 5 mil do seu dinheiro. Está aqui, eu tenho assinado por elas’. E ela me devolveu os R$ 5 mil”, afirmou.
De acordo com o advogado da vítima, Daniel Rondi, a quadrilha também aplicava o golpe em pessoas dispostas a vender imóveis, afirmando que poderiam “facilitar” a negociação. “Nós tomamos conhecimento que os documentos das pessoas de boa fé que ela apresentou junto à Caixa, para obter esse financiamento, eram fraudados”, disse o advogado.
Investigação
Na tarde desta quinta-feira, outras vítimas da suposta golpista compareceram à DIG para fazer o reconhecimento e houve um princípio de tumulto. O delegado Ricardo Turra contou que um homem disse em depoimento que depositou R$ 20 mil na conta de Edvania e entregou mais R$ 10 mil em dinheiro à mulher.
“Nós vamos aprofundar a investigação, tentar localizar os demais integrantes [da quadrilha] e solicitar, ao final da investigação, a prisão dos mesmos”, disse Turra, destacando que um dos procurados é uma mulher identificada como Priscila, que já foi presa em 2013, também por estelionato.
O delegado ressaltou, no entanto, que as vítimas não conseguirão recuperar os valores depositados na conta de Edvania. Isso porque, os suspeitos sacavam as quantias no mesmo dia dos depósitos. Ainda segundo Turra, a Caixa Econômica Federal não tem qualquer tipo de envolvimento com o caso.



