O incêndio que atingiu a USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto na tarde desta terça-feira (16), destruiu um banco genético que era usado por pesquisadores do campus. Um levantamento inicial aponta que 40 hectares da mata preservada há 23 anos foram consumidos pelas chamas.
Segundo a bióloga Ana Carla Aquino, a perda foi irreparável, já que o material era considerado como uma “biblioteca biológica”. “Tínhamos amostras da flora de 400 fragmentos da bacia dos rios Pardo e Mogi. As pesquisas serviam como uma forma de recuperar a biodiversidade de outros locais que porventura perdessem as espécies de planta”, afirmou.
Ainda segundo a especialista, houve também uma perda considerável da fauna local. “Os animais que conseguem voar se salvaram. Porém, o problema são aqueles que não conseguem se livrar do fogo. Como, por exemplo, roedores, rastejantes, filhotes de aves e ouriços”, lamentou.
A tarefa de fazer uma reposição será árdua na universidade. “Os bichos não tem mais onde se alimentar e local para se esconder. O trabalho botânico e a fauna terão que vir gradativamente”, disse a pesquisadora.
Como foi
O incêndio começou por volta das 14h10 de terça e foi controlado apenas às 18h20. Segundo o Corpo de Bombeiros, o combate durou quatro horas e contou com a ajuda da guarda universitária, um caminhão-pipa de uma empresa privada, viaturas do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), além do helicóptero Águia da Polícia Militar.
Uma área de preservação permanente e propriedade rurais vizinhas foram atingidas pelas chamas. Apesar do risco de fogo em depósitos de materiais radioativos do Hospital das Clínicas, a área não foi atingida.
De acordo com a guarda universitária, esse foi o maior incêndio registrado na história da USP
Fonte: EPTV



