
A Justiça Militar condenou dois bombeiros no caso do incêndio da boate Kiss, que foram julgados por declaração falsa.
Depois de dois dias de julgamento em Santa Maria, a decisão foi divulgada, e os dois foram condenados a um ano de prisão cada um. Os outros seis bombeiros foram absolvidos. Ocorrida no dia 27 de janeiro de 2013, a tragédia deixou 242 jovens mortos.
O tenente-coronel da reserva Moisés Fuchs e o capitão Alex da Rocha Camilo foram condenados a um ano de prisão por inserção de declaração falsa, em face da assinatura e da emissão do segundo alvará da boate Kiss. Fuchs foi condenado ainda por prevaricação (quando o servidor público obtém vantagem do exercício de sua função), mas a pena foi suspensa e ele terá de cumprir medidas.
Já o tenente-coronel da reserva Daniel da Silva Adriano, que comandava a SPI (Seção de Prevenção a Incêndio), foi absolvido por falsidade ideológica.
Concordando com o pedido do Ministério Público, os juízes também absolveram todos os bombeiros julgados na quarta-feira (03) por inobservância da lei, regulamento ou instrução. Gilson Martins Dias, Marcos Vinícius Lopes Bastide, Vagner Guimarães Coelho, Renan Severo Berleze e Sérgio Roberto Oliveira de Andrades eram responsáveis por vistorias.
Relembre o caso.
A tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria, matou 242 pessoas e feriu 680 outras. O incêndio ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 pelo acendimento de um sinalizador por um integrante de uma banda que se apresentava na casa noturna.
Fonte: O SUL




