
Com o fim da piracema – período de migração e reprodução dos peixes, quando a pesca é restrita – os rios da região voltam a receber os pescadores para a prática da atividade. O defeso termina no dia 28, e para discutir com a comunidade sobre a importância da pesca sustentável, a Duke Energy do Brasil (DEB) promove, nos dias 4 e 5 de março, encontros em São Joaquim da Barra e Guará. Além de pescadores amadores, as reuniões contam com representantes das prefeituras, da Polícia Ambiental e da Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram), sendo abertas a todos os interessados.
De acordo com o gerente-adjunto de Patrimônio da DEB, Ivan Toyama, a iniciativa também é importante para que a população conheça as ações e projetos ambientais desenvolvidos pela companhia na abrangência dos reservatórios das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) Retiro e Palmeiras, no Rio Sapucaí-Mirim. “No entanto, o principal objetivo é sensibilizar e conscientizar os pescadores para que a atividade da pesca seja praticada com o menor impacto possível ao meio ambiente”, pontua Toyama.
A primeira reunião ocorre às 19h de quarta-feira, dia 4, na Sala de Educação Ambiental do Setor Municipal de Meio Ambiente, em São Joaquim da Barra. No dia seguinte, no mesmo horário, o evento será realizado no Centro de Multimídia Mauro Henares (antigo cinema), em Guará.
Sequência
As reuniões com as comunidades são complementares ao trabalho de desmobilização feito pela DEB nos reservatórios das PCHs, com o apoio da Polícia Ambiental de Franca. A ação, concluída no início deste ano, resultou na retirada de 292 construções irregulares que serviam de base para a pesca, dispostas ao longo de 30 quilômetros de bordas das represas.
“Algumas pessoas questionaram a necessidade dessa ação e os encontros nos dão oportunidade de detalhar os impactos ambientais decorrentes dessas edificações, que vão de acúmulo de lixo e fogueiras acesas no meio da mata, à depredação da vegetação em Áreas de Preservação Permanente. Não estamos proibindo a pesca, mas orientando para que ela seja praticada de maneira saudável e sustentável”, enfatiza Toyama.
Ele acrescenta que a participação da comunidade é imprescindível, pois além da mudança de atitude, ela passa a agir como agente multiplicador das informações e também fiscalizador do meio ambiente. Nos dois encontros, pesquisadores da Fafram apresentarão os estudos realizados com pescadores no Sapucaí-Mirim para traçar o perfil desse público, da localidade onde está inserido e como interfere na atividade pesqueira.
“Não se trata apenas de apresentar dados, mas de instaurar um diálogo com as comunidades, que também poderão expor suas dúvidas e preocupações em relação ao uso dos reservatórios, estabelecendo, assim, um canal direto de comunicação com a DEB”, finaliza o gerente-adjunto de Patrimônio da companhia.
A Duke Energy Brasil opera e administra oito usinas hidrelétricas instaladas ao longo do rio Paranapanema e duas pequenas centrais hidrelétricas no rio Sapucaí-Mirim, com um total de 2.274 megawatts (MW) de capacidade instalada. Anualmente, gera cerca de 12,5 milhões de MWh, energia suficiente para abastecer por um ano 6,5 milhões de famílias ou 26 milhões de habitantes. Com cerca de 325 empregados no país, a Duke Energy Brasil representa o maior investimento internacional da norte-americana Duke Energy Corp., a maior companhia de serviços públicos dos Estados Unidos.
Fonte: Pauta Comunicação




