A Transerp informa que, de janeiro a abril deste ano, 59.050 infrações de trânsito foram flagradas e multadas, numa média de 492 por dia. No ano passado todo, foram 128.145 multas emitidas, numa média diária de 351.
Apesar do aumento e do consequente reflexo na arrecadação, a Transerp nega a existência de uma fábrica de multas em Ribeirão Preto. Por mês, a Transerp arrecada, apenas com multas, mais de R$ 985 mil. Os recursos são aplicados no próprio trânsito e na empresa, que não tem dotação da administração. Parte das verbas vem da venda de cartões de área Azul – uma média de 85 mil mensais – e do uso do pátio da unidade. A maior parte da arrecadação, portanto, é mesmo das multas, originadas principalmente por excesso de velocidade.
Ribeirão Preto tem apenas três aparelhos de medição de velocidade, os populares “radares”. E eles têm tido trabalho.
“É a pressa, a desatenção, que faz o motorista se distrair e esquecer da fiscalização”, avalia o diretor de trânsito da Transerp, Mauro Haddad. Estudos apontam que, em ruas do Centro, a velocidade média acaba sendo de 25 km/h.
Na mira dos marrons
Presentes nos flagras, os 48 agentes, como a Transerp chama os marronzinhos, são o terror dos motoristas. Eles são responsáveis por outras autuações campeãs: conversar ao celular na direção, estacionar em local proibido e não usar cinto de segurança. Motoristas flagrados nestas situações tendem a reclamar que os marronzinhos ficam à espreita das infrações. Eles se defendem: dizem que só flagram uma pequena parte do que ocorre. “Garanto que você já cometeu muito mais infrações do que levou multas”, disse a ‘marronzinha’ ao repórter, que não se identificou como jornalista.
Fonte: EPTV.com



