
Na tentativa de puxar as rédeas contra a gastança e colocar as finanças em ordem, a prefeita Dárcy Vera (PSD) lançou pacotão com medidas para controle.
As ações definidas pela chefe do Executivo vão desde o corte em 20% das despesas com energia elétrica, telefone e combustível até a suspensão da participação dos servidores em novos cursos de qualificação. A participação neste tipo de ação será liberada desde que não haja despesa para os cofres públicos.
A prefeita contará também com a ajuda do recém-criado COF (Comitê Orçamentário-Financeiro), espécie de órgão fiscalizador que acompanhará a execução orçamentária. Segundo ela, o COF será liberado por pessoas técnicas da Secretaria das Finanças.
A dívida com fornecedores no ano passado chegou a R$ 60 milhões. E Dárcy afirma: “Comecei a pagar os fornecedores ontem e vou pagar todos. Absolutamente todos”.
Mão de ferro
Em entrevista ao A Cidade, a chefe do Executivo disse que é possível economizar. Um exemplo, segundo ela, ocorreu no ano passado, quando também lançou um programa para reduzir gastos. Na época, a prefeitura conseguiu uma economia de R$ 40 milhões.
Por meio de nota oficial, a prefeita afirma, ainda, que conduzirá as contas do município com mão de ferro e que as medidas não causarão qualquer prejuízo na prestação dos serviços públicos para a população.
“As medidas que estamos adotando são em função do momento que o país atravessa e do fato de que a maioria dos municípios teve de reduzir suas receitas”, diz a prefeita, em nota.
Prefeita repudia dedo-duro e fala em controlador
Em entrevista ao A Cidade, Dárcy repudiou o título dado ao COF (Comitê Orçamentário-Financeiro) – uma espécie de “dedo-duro”. Segundo ela, o comitê terá entre seus membros dois servidores de carreira, como o presidente Marcus Ribeiro, que tem curso especializado em gerente de cidades.
“O comitê vai se reunir diariamente e acompanhar o orçamento de cada pasta e suas economias. Esse é o papel, além de autorizar casos excepcionais e que sejam necessários. Será um controlador do dia a dia”, explicou a prefeita.
Os outros membros são, além da servidora Dulcinéia Abonísio Godoy, os secretários Osvaldo Ceoldo (Governo), Isabel de Farias (Infraestrutura) e Marco Antônio dos Santos (Administração).
Horas extras só em casos excepcionais
Sobre a suspensão das horas extras, conforme consta em decreto publicado, a prefeita diz que o pagamento será permitido nos casos de prestação de serviços essenciais à cidade, como plantões médicos e o trabalho de funcionários do Daerp (Departamento de Água e Esgoto) aos fins de semana.
“Os serviços não serão prejudicados, mas os custos serão reduzidos”, diz.
Em relação aos cursos de qualificação, a chefe do Executivo esclareceu que estão permitidas desde que não gerem gastos aos cofres municipais. “Os servidores podem fazer cursos. As pessoas podem buscar qualificação sem custo neste momento para a administração. A população quer ser bem atendida e é isso também meu desejo”, afirmou.



