Mesmo com as chuvas, o racionamento de água em vigor desde outubro em Barretos (SP) não foi suspenso, como forma de ampliar a economia. Para evitar que o recurso seja desperdiçado, a Prefeitura proibiu até mesmo o uso de mangueiras na limpeza dos túmulos do cemitério municipal. Por causa da medida, os trabalhadores precisaram adequar o serviço e adotar a canequinha para a faxina. Segundo o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), a média de consumo diário de água registrada até então no cemitério era de 15 mil litros por dia.
De acordo com o superintendente do Saae, Silvio Brito, o gasto de água no cemitério pode ser considerado exagerado. “Quinze mil litros por dia é um consumo bem elevado, se for levar em consideração que o consumo médio de uma pessoa é de 200 litros. A limpeza dos túmulos no cemitério não tinha regras. Precisava ser disciplinado para que evitasse o desperdício”, explica.
Há 22 anos, a serviços gerais Francisca Maria de Melo cuida da limpeza dos túmulos. Ela acredita que apesar da restrição de dias, a medida é positiva. “Nunca fui gastadeira, nunca fui de usar muita água. Estando meio limpo, a gente varre o túmulo primeiro. Lava as plaquinhas, lava os vasos, com a água que vai derramando a gente vai aproveitando. É só caprichar que fica limpo do mesmo jeito”, diz.
Nos primeiros dias de proibição de limpeza nas sepulturas já foi possível notar mais economia no consumo de água, segundo a administradora do cemitério Luciana Soares de Pinho. “A rotina mudou. Vimos que o fluxo de pessoas fora desse horário estipulado já diminuiu bastante. Chegamos ao consenso de horários para que ninguém fosse prejudicado. Isso vai contribuir com a economia de água”, diz.
Do G1 Ribeirão e Franca




