
O Ghost veio ao Brasil pela primeira vez no ano passado para se apresentar no Rock In Rio e abrir o show do Iron Maiden em São Paulo. Para uma banda com apenas 6 anos de carreira e somente dois álbuns lançados, isso é uma façanha e tanto.
Desde seu início, os suecos têm crescido de forma significativa, sendo admirados por músicos como James Hetfield, Phil Anselmo dentre outros que já apareceram usando camiseta da banda e despertando interesse por quem ainda não os conhecia. Os fãs parecem cada vez mais ficar enfeitiçados pelo grupo, seja pela música ou pela performance teatral macabra pela qual os integrantes são conhecidos.
Nessa última sexta-feira, 05, os suecos voltaram ao Brasil com a turnê “Zero Year 2014”, que divulga o segundo trabalho da banda, “Infestissumam”, lançado em 2013. Contando dessa vez com um repertório completo, incluindo o tradicional cenário que remetia a um vitral de igreja, o show teve início pontualmente às 22h00.
A introd4-a6 “Masked Ball” deu início à missa macabra, que fez com que o HSBC fosse tomado por gritos e histeria. Os Nameless Ghouls entraram lentamente no palco, com “Infestissumam/Per Aspera ad Inferi”, mas quando o tão aguardado enigmático Papa Emeritus II finalmente apareceu, o público realmente pareceu ficar enfeiçado.
É impressionante o domínio que a banda tem no público, que cantou todas as letras e não parou de agitar durante um segundo. O repertório contou com o primeiro trabalho “Opus Eponymous” na íntegra e com algumas músicas de “Infestissumam”, além das tradicionais versões para “Here Comes The Sun”, dos Beatles, e “If You Have Ghosts”, de Roky Erickson, que encerraram a primeira parte do show.
É impossível não se curvar ao espetáculo do Papa Emeritus II. Você realmente tem a impressão de estar diante de uma entidade macabra, porém com uma dose imensa de doçura e aconchego, quase paternal. O olhar sombrio, o sotaque forçado, a voz cavernosa entoando palavras de carinho e os vários beijos distribuídos ao longo do espetáculo facilmente cativam o público que mal piscava para ver Vossa Santidade.
O bis contou com “Ghuleh/Zombie Queen” e “Monstrance Clock”, quando lentamente o Papa foi se afastando do palco, sem nem mesmo se despedir, mas com toda a certeza de ter seu dever cumprido e de ter no mínimo arrebatado todos os presentes ali, entre velhos e novos fiéis.
Que assim seja e assim se faça amaldiçoado para todo o sempre!

Fonte: Território da Música



