A Justiça acatou o pedido de prisão preventiva do suspeito de matar o ex-chefe a tiros há um mês, dentro da Usina São Martinho, em Pradópolis (SP). A informação foi confirmada na tarde desta terça-feira (9) pelo delegado Targino Osório, destacando que auxiliar de moenda Carlos Alberto Prata, de 45 anos, já foi transferido da cadeia de Jaboticaba (SP) para o Centro de Detenção Provisória de Serra Azul (SP), onde permanecerá até o julgamento do caso. Prata foiindiciado por homicídio duplamente qualificado e tentativa de homicídio.
Após o crime, Prata fugiu do local em uma moto. Ainda de acordo com o delegado, o suspeito passou por Ribeirão Preto, seguiu para Santa Lúcia (SP) e, durante o caminho, próximo a Guatapará (SP), dispensou o revólver no Rio Mogi. Prata se entregou à polícia uma semana depois da fuga, em 13 de novembro. A defesa alegou que ele tem quadro depressivo e está arrependido do crime. O advogado Roberto Luiz Carósio afirmou que um laudo médico sobre o estado de saúde do suspeito foi apresentado ao delegado.
<< Suspeito se entregou à polícia em Sertãozinho uma semana após o crime (Foto: Reprodução/EPTV)Investigação
O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a a vítima foi atingida por três disparos: dois nas pernas e um nas costas, que teria sido fatal. Ramos Júnior não chegou a ser socorrido e morreu no local. O inquérito foi concluído na última semana, quando o delegado Targino Osório encaminhou o caso à Vara Criminal de Guariba (SP), junto com o pedido de prisão preventiva de Prata. Segundo Osório, o pedido foi acatado pela Justiça na última sexta-feira (5).
Procurado pelo G1 nesta terça-feira para comentar a decisão, o advogado de defesa do suspeito não foi encontrado em seu escritório e também não retornou as ligações feitas para seu celular.
Do G1 Ribeirão e Franca




