No artigo anterior tratei sobre o cuidado que devemos ter com os gastos excessivos no final de ano. Nessa semana falarei sobre a nova Classe C no Brasil e vamos iniciar nossa conversa pelo termo Classe Social, que foi criado a partir do Capitalismo, pois com a criação das indústrias e o crescimento do comércio já não existiam somente ricos e pobres, mas também os intermediários. Assim dividiu-se a sociedade em Classes ou Categorias segundo o poder econômico de cada grupo: A, B, C, D e E.
No Brasil, por muitos anos o marketing das empresas foi direcionado aos grupos A e B. No grupo A formado pelos grandes empresários, agricultores, artistas famosos e profissionais de destaque. Já no grupo B formado por gerentes, profissionais liberais, funcionários públicos de alto escalão e outros de não menor expressão. Carros novos, viagens, eletroeletrônicos de última geração, roupas de grifes e mais um apanhado de sutilezas eram direcionados somente a quem pertencia a essas duas classes sociais.
Como estratégia de governo o país não podia ignorar mais de 40 milhões de famílias que com muito esforço lutavam por seu lugar ao sol. Com o aumento real do salário frente a estabilização da inflação e a oferta abundante de crédito essas 40 milhões de famílias começaram a participar do jogo de consumo.
O que percebemos que tudo agora parece girar em torno da classe C. De gerentes que conhecem esse público com particularidade até a apresentadora do Jornal Nacional da Rede Globo devem ser direcionados a se comunicar com a nova classe que está em ascensão. Em reportagem da revista Veja, edição de 14 de dezembro de 2011 ela destaca um ponto interessante: “O risco do crescimento Frágil. A nova classe média não é resultado direto de uma distribuição de renda mais saudável nem de um Brasil menos desigual – e sim da facilidade de acesso ao crédito.”
De carro novo a viagens internacionais, a classe C é uma fatia enorme de mercado que tem carência e desejo de possuir novos bens e serviços. Até aí tudo bem, o que não se pode é gerar um crescimento econômico e aquisição desses itens graças a um endividamento pessoal descontrolado. Pois a cada dia que passa as pessoas se endividam em dez, vinte e outras tantas vezes mais, no mesmo discurso “Mas si não for assim a gente não compra nada”, no objetivo de suprir seus desejos e necessidades.
Novamente, ou como sempre, a mesma dica: Cuidado com o crediário, ou como dizem os antigos tenha parcimônia, senão esse bem pode transformar-se num mal que gera desconforto financeiro e problemas pessoais.
E para que você que é da Classe C, com ganhos entre R$ 1.100,00 e R$ 1.800,00 desfrute de seu dinheiro com sabedoria.
Pessoal, boa semana a todos e até a próxima.






