16:03 - quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Brasil x Holanda – confrontos em Copas

A seção Grandes Jogos Especial Copa vai relembrar os confrontos contra os holandeses, adversários nas quartas-de-final da Copa do Mundo 2010.

Copa da Alemanha 1974

A geração tri-campeã de 1970 entrava em nova entre-safra de craques. Pelé não jogaria a Copa, o que tornaria uma grande ausência. Jogadores tri-campeões como Zé Maria, Leão, Paulo César Caju (reservas na Copa do México), Rivellino, Jairzinho mesclariam com novos nomes como Marinho Chagas, Waldomiro e Paulo César Carpegianni. Zagallo mantinha-se a frente de seleção.

O Brasil ficou hospedado num antigo campo de concentração na Floresta Negra alemã, e manteve um verdadeiro esquema de guerra com a imprensa, sem dar espaço para filmar os treinos. Zagallo julgava a seleção como favorita ao tetra, mas sua falha foi desconsiderar os adversários, mantendo o mesmo esquema de 70.

Os dois primeiros jogos foram duros para o Brasil: empates de 0×0 com Iugoslávia e Escócia. A Iugoslávia que goleara o Zaire e empatara em 1×1 contra os escoceses já se classificara. A Escócia tivera uma vitória por 2×0 sobre o Zaire. A única solução para o Brasil era vencer por 3 gols de diferença ao Zaire. A vitória por 3×0 sai faltando 5 minutos para o final do jogo, com um frango do goleiro africando depois do chute de Waldomiro. O Brasil classifica-se para a 2ª fase.

Na 2ª fase, o Brasil melhora de nível. Vence bem a Argentina por 2×1 e a Alemanha Oriental por 2×0. O jogo decisivo seria contra a Holanda. Zagallo menospreza a sensação da Copa com a seguinte frase: “Não estou preocupado com a Holanda. Minha preocupação é com a Alemanha na final” e é derrotada por 2×0. Nesse jogo, o time brasileiro, apenas para irritar aos holandeses, jogou de camiseta azul marinho, calção azul claro mesmo tendo a preferência pelo uniforme amarelo-azul. A Holanda entrou em campo com o uniforme 2: camiseta e calção branco, e meias laranja. Mesmo assim, saiu vitoriosa.

Na decisão de 3º lugar, Zagallo decide (tardiamente) escalar Ademir da Guia, o melhor jogador brasileiro na época ao lado de Rivellino. Mesmo assim, o Brasil é derrotado pelos poloneses e amargam a 4ª colocação na copa.

14/junho/1974

Brasil 0 x Holanda 2

Local: Westfalenstadion (Dortmund)

Árbitro: Kurt Tschenscher (Alemanha Ocidental)

Gols: Neeskens 5, Cruyff 20 do 2º tempo.

BRASIL: Leão; Zé Maria, Luís Pereira, Marinho Perez, Marinho Chagas; Paulo César Carpeggiani, Rivelino, Paulo César (Mirandinha); Valdomiro, Jairzinho, Dirceu.

HOLANDA: Jongbloed; Suurbier, Krol, Rijsbergen, Haan; Jansen, Van Hanegen, Neeskens (Israel); Rep, Cruyff, Rensenbrink (De Jong).

Expulsão: Luís Pereira.

Imagem de Amostra do You Tube

Copa dos Estados Unidos 1994

Na estréia, o Brasil vence os russos, que provocariam muito o time nacional lembrando a decisão da medalha de ouro de 1988, quando eles jogavam pela União Soviética. Raí de pênalti e Romário marcaram e deram ao Brasil a vitória. Depois, o Brasil não teve problemas sobre o sempre surpreedente Camarões, vencendo por 3×0. Em Detroit, o Brasil já classificado leva susto da Suécia, tomando logo um gol na metade do primeiro tempo. Mas Romário marcaria e o jogo terminaria 1×1, classificando o Brasil em 1o. lugar.

As oitavas de finais, seriam contra os donos da casa, os Estados Unidos. Num jogo de “gato e rato”, o Brasil buscou a vitória enquanto que os americanos só se defendiam. Em um lance de superação, Romário consegue superar a forte marcação americana, e dá o passe para Bebeto fazer o único gol da partida, chutando no canto do goleiro Meolla.

Nas quartas-de-finais, viria a revanche de 74. O Brasil marca logo 2×0 na Holanda com Bebeto e Romário. Mas descuida-se e vê os laranjas empatatem o jogo. Aí, surge a supresa de Branco, ia ser subsituído quando recebe a bola quase na lateral, dá uma cotovelada no zagueiro holandês e no lance seguinte recebe falta. Pede pra bater. Ele chuta, com efeito, passando pela barreira, passando pelas costas de Romário que tira o corpo, bantendo na trave e entrando dentro do gol de De Doey. O Brasil vence por 3×2 e vai às semifinais, a primeira em 24 anos. Após a vitória , Zagallo roubou a bola do jogo e disse para o técnico holandês que aquela vitória estava engasgada desde 74.

Nas semifinais, novamente enfrentaríamos a Suécia. Em um jogo de pura superioridade brasileira, o time atacou o tempo todo, mas só na metade do segundo tempo, Romário escorando de cabeça contra o gol de Ravelli, marca o gol da classificação brasileira. Estaríamos finalmente numa final ! O adversário seria os mesmos que tiraram nossa copa em 82, a Itália. Jogo tenso, de forte marcação e por fim, 0×0 no tempo normal e prorrogação. A decisão vai para os pênaltis. Márcio Santos pelo Brasil e Massaro e Franco Baresi pela Itália erram as cobranças (neste, com defesa de Taffarel). 3×2 pro Brasil quando Roberto Baggio tem a chance de empatar, enquanto que ao Brasil, haveria ainda mais um pênalti. Mas Baggio erra a cobrança, chutando por cima do gol de Taffarel. O Brasil é finalmente campeão! TETRA-CAMPEÃO!

Quartas-de-final

9/julho/1994

Brasil 3 x Holanda 2

Local: Cotton Bowl (Dallas)

Árbitro: Rodrigo Badilla (Costa Rica)

Gols: Romário 6, Bebeto 16, Bergkamp 18, Winter 30, Branco 36 do 2º tempo.

BRASIL: Taffarel; Jorginho, Aldair, Márcio Santos, Branco; Mauro Silva, Dunga, Mazinho (Raí), Zinho; Bebeto, Romário.

HOLANDA: De Goey; Winter, Koeman, Valckx, Wouters; Witschge, Rijkaard (Ronald de Boer), Jonk; Overmars, Bergkamp, Van Vossen (Roy).

Imagem de Amostra do You Tube

Copa da França 1998

Os dois primeiros jogos brasileiros foram tranqüilos. Vitória por 2×1 contra a Escócia e 3×0 contra o Marrocos. Já classificado em 1o. lugar, o Brasil toma uma virada e perde de 2×1 para a Noruega. Nas oitavas, o Brasil enfrenta novamente o Chile, que queria se vingar de 1962 quando perdeu em casa por 4×2. Dessa vez, o time de Zagallo, sem qualquer dificuldade, vence por 4×1. Nas quartas, a primeira pedreira da copa. O Brasil enfrenta a Dinamarca, que havia eliminado a indisciplina tática da Nigéria por 4×1. Os dinamarqueses saem na frente. O Brasil faz 2×1. Os nórdicos empatam novamente e no final, com gol de Ronaldinho “Fenômeno”, o Brasil vence por 3×2 e vai para as semifinais. O adversário? Novamente a Holanda.

Nesse jogo, o time brasileiro fora bem melhor. A Holanda tinha uma equipe melhor do que a que perdeu para o Brasil em 1994. Além disso, eliminara a Iugoslávia nas oitavas e Argentina nas quartas-de-finais (ambos por 2×1) e entrara com boa credencial para as semifinais. Mas, os laranjas limitaram-se a fazer o gol com Berkamp e depois, se segurar na defesa. Ronaldinho novamente empatou o jogo, e na prorrogação, apesar do “bombardeio” brasileiro ao gol de Van der Sar, o jogo foi pra disputa por pênaltis. Novamente, brilha a estrela de Taffarel. O goleiro brasileiro defende 2 pênaltis e classifica o Brasil para a final.

A final para ambos tinha um certo gosto de revanche. O Brasil havia sido eliminado 12 anos antes pela França na disputa por pênaltis. Já a França não esquecera os 5×2 sofridos em 1958 e jogando em casa, não deixariam dariam espaço para o Brasil. A confusão sobre Ronaldinho “Fenômeno” antes do início do jogo abateu a equipe. Mesmo jogando melhor, os franceses fizeram 3 gols, o último nos minutos finais, e consolidaram o título de melhor seleção do mundo.

Semifinal

7/julho/1998

Brasil 1 x Holanda 1 (4 x 2 na disputa de pênaltis)

Local: Stade-Vélodrome (Marseille)

Árbitro: Ali Mohammed Bujsaim (Emirados Árabes Unidos)

Gols: Ronaldo 1, Kluivert 42 do 2º tempo.

Pênaltis: Ronaldo (gol), Frank de Boer (gol), Rivaldo (gol), Bergkamp (gol), Emerson (gol), Cocu (Taffarel defendeu), Dunga (gol), Ronald de Boer (Taffarel defendeu).

BRASIL: Taffarel; Zé Carlos, Júnior Baiano, Aldair, Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio, Leonardo (Émerson), Rivaldo; Bebeto (Denílson), Ronaldo.

HOLANDA: van der Sar; Reiziger (Winter), Stam, Frank de Boer, Cocu; Davids, Zenden (Van Hooijdonk), Jonk (Seedorf), Ronald de Boer; Bergkamp, Kluivert.

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