15:33 - sábado, 19 de maio de 2012

Palmeiras x Cruzeiro – Copa do Brasil 1998

Olá amigos, estamos inaugurando a seção “Grandes Jogos”, onde vamos relembrar fatos e curiosidades de grandes partidas que encantaram e ficaram marcadas na memória de todos torcedores. Aqui você vai reviver decisões, gols, jogadas geniais, grandes craques, polêmicas e muito mais.

Vamos começar com um confronto que foi a maior rivalidade do futebol brasileiro na segunda metade dos anos 1990, estamos falando de Palmeiras x Cruzeiro que decidiram a Copa do Brasil de 96 e 98, a Mercosul de 98 e uma vaga nas semifinais do Brasileiro de 1998.

Havia um grande equilíbrio entre as duas equipes que eram as mais poderosas do país à época. O Cruzeiro venceu a Copa do Brasil em 96 e eliminou o Verdão em 98, nas quartas-de-final do Brasileiro, já o Palmeiras faturou a Mercosul em 1998 e nesse mesmo ano conquistou a Copa do Brasil. E é justamente essa partida que foi o início da saga alviverde para a conquista da América, que vamos relembrar:

Palmeiras x Cruzeiro – Decisão da Copa do Brasil 1998

Parte da torcida do Palmeiras passou a quinzena de maio de 1998 repetindo um velho e despretensioso ditado: “Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. Talvez a frase tenha trazido um pouco mais de calma aos torcedores no segundo jogo da final na Copa do Brasil daquele ano.

Um trauma ressurgiu naquela final. Dois anos antes, o alviverde tinha perdido a mesma Copa do Brasil em casa, diante do Cruzeiro. E olha que em 1996 o Verdão recebeu o adjetivo de um dos melhores times do mundo, conquistando o Campeonato Paulista fazendo mais de 100 gols.

Em 1998 surge uma sina. Mais uma final de Copa do Brasil. E mais uma vez contra o rival mineiro. Dessa vez o Palmeiras contava com Felipão, especialista em mata-mata ao seu lado e ele já começava formar a base do elenco que obteve grandes conquistas, com Roque Júnior, Júnior, Rogério, Alex, Paulo Nunes e Oséas. Mas na primeira partida, no Mineirão, o Cruzeiro venceu por 1 a 0 com um gol de Fábio Jr. e o desespero voltou.

Ao Palmeiras só restava vencer e acabar com um martírio que já durava pelo menos cinco anos. Desde 1993, o Verdão sonhava com o título da Copa do Brasil, mas perdia chances de conquistá-la com bobagens sem explicação. Em 1992, perdeu para o Internacional em pleno Palestra Itália. Em 1993, foi eliminado pelo Grêmio, antes mesmo de Luis Felipe Scolari assumir a comissão técnica da equipe gaúcha. De novo, no Palestra Itália, o Grêmio arrancou um empate por 2 a 2.

Depois, o time então treinado por Vanderlei Luxemburgo perdeu a vaga para o Ceará, nas quartas-de-final de 1994. Em 1995, novamente o Grêmio arrancou as chances alviverdes de chegar às finais do torneio. Dor muito menos do que a sofrida em 1996, quando nos minutos finais na decisão contra o Cruzeiro, Velloso largou uma bola nos pés do atacante Marcelo Ramos e entregou de bandeja o título para a equipe mineira.

No dia 30 de maio se realizava o jogo de volta. O Morumbi, como nunca, totalmente pintado de verde e branco. O estádio recebeu mais de 45 mil pessoas na tarde fria de São Paulo.

A tranquilidade chegou logo aos 12 minutos iniciais. Paulo Nunes marcou o primeiro, consolidando como principal artilheiro do Palmeiras na temporada. Mas o resultado (mesmo sendo vitorioso) forçava a decisão nos pênaltis. O palmeirense, nervoso, nunca acreditava no que estava por vir. A cada minuto que passava, a tensão aumentava devido à pressão que os mineiros empurravam para cima do Verdão.

Nos exatos 44 minutos do segundo tempo, o Palmeiras ganhou uma falta na intermediária. Longe, muito longe do gol do então goleiro cruzeirense Paulo César. Sem Arce, que estava na seleção paraguaia se preparando para a disputa da Copa do Mundo daquele ano (Arce era o cobrador oficial de faltas do Palmeiras), Zinho e Arilson disputavam quem cobraria. Após uma conversa amigável, Zinho foi o abençoado pela cobrança.

Tomando muita distância, Zinho correu e chutou forte. A bola passou pela barreira e bateu no chão perigosamente antes de chegar em Paulo César. Com a bola molhada, o goleiro mineiro não conseguiu segurar e não encaixou a bola, deixando livre para Oséas. O atacante, no entanto, estava numa posição totalmente sem ângulo. Para se ter uma idéia, ele chegou a tocar o pé na linha de fundo. Mas a bola, caprichosamente, entrou e levou os palmeirenses presentes no estádio à loucura.

A vitória serviu para tornar o Palmeiras o segundo clube paulista a vencer a Copa do Brasil. Para os torcedores, o título virou muito mais do que uma taça. Trouxe à oportunidade do clube mais uma vez disputar a Taça Libertadores da América e correr atrás do sonho de chegar à Tóquio. E, de fato, o sonho virou realidade. Mas essa história contaremos em outro “Grandes Jogos”.

Ficha Técnica:

Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro

Estádio: Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi)

Data: 30/05/1998

Público: 45.237

Palmeiras:Velloso; Neném, Cléber, Roque Junior e Junior. Galeano, Rogério, Alex (Arilson) e Zinho. Oséas (Pedrinho) e Paulo Nunes (Almir) Técnico: Luís Felipe Scolari

Cruzeiro:Paulo Cèsar; Gustavo, Marcelo Djean, Wilson Gottardo e Gilberto; Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo e Elivélton (Geovanni); Bentinho (Caio) e Marcelo Ramos Técnico:Levir Culpi

Reveja os principais lances:

Imagem de Amostra do You Tube


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1 Comentário para “Palmeiras x Cruzeiro – Copa do Brasil 1998”

  1. Maurício
    08/11/2009 at 02:10 #

    Parabéns por relembrar esse grande jogo do Verdão, foi um dos melhores da história do Palmeiras.Ainda mais agora em que temos chances de sermos campeão brasileiro.

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